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terça-feira, 20 de março de 2012

Resumo dos Principais Pontos da Doutrina Espírita

Autor: Allan Kardec

Os seres que se comunicam designam-se, a si mesmos, como o dissemos, sob o nome de Espíritos ou de Gênios, tendo pertencido, pelo menos alguns, a homens que viveram na Terra. Eles constituem o mundo espiritual, como nós constituímos, durante nossa vida, o mundo corporal.

Resumimos assim, em poucas palavras, os pontos mais importantes da Doutrina que eles nos transmitiram, a fim de respondermos mais facilmente a algumas objeções.

“Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.”

“Criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.”

“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal; os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos.”

“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistindo e sobrevivendo a tudo.”

“O mundo corporal é apenas secundário, poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.”

“Os Espíritos vestem temporariamente um corpo material perecível, cuja destruição pela morte lhes devolve a liberdade.”

“Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá a superioridade moral e intelectual sobre os outros.”

“A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.”

“Há três coisas no homem: 1ª) o corpo ou ser material semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2ª) a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3ª) o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.

“Assim, o homem tem duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais tem os instintos; pela alma participa da natureza dos Espíritos.”

“O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semi material. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se algumas vezes visível e mesmo tangível, como ocorre no fenômeno das aparições.”

“O Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que somente o pensamento pode conceber; é um ser real, definido, que, em alguns casos, pode ser reconhecido, avaliado pelos sentidos da visão, da audição e do tato.”

“Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais em poder, inteligência, saber e nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros por sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e seu amor ao bem: são os anjos ou Espíritos puros. Os das outras classes não atingiram ainda essa perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maioria das nossas paixões: ao ódio, à inveja, ao ciúme, ao orgulho, etc. Eles se satisfazem no mal; entre eles há os que não são nem muito bons nem muito maus, são mais trapaceiros e importunos do que maus, a malícia e a irresponsabilidade parecem ser sua diversão: são os Espíritos desajuizados ou levianos.”

“Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos melhoram ao passar pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse progresso ocorre pela encarnação, que é imposta a alguns como expiação15 e a outros como missão. A vida material é uma prova que devem suportar várias vezes, até que tenham atingido a perfeição absoluta. É uma espécie de exame severo ou de depuração, de onde saem mais ou menos purificados.”

[...]

Créditos: O Espiritismo

Todo o resumo não foi postado aqui. Para continuar lendo clique aqui => Resumo da Doutrina Espírita

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Responsabilidades por um Mundo Melhor

Amigos(as) 

A nossa Era no planeta é marcada por muitos problemas. São diversos os acontecimentos que podem nos deixar de autoestima baixa, quando não nos pegamos em perturbação de variada ordem. Por vezes sentindo-nos ameaçados, ou mesmo entrando num processo depressivo. Agressões; crimes; violência contra cônjuges, pais, mães, avós, filhos; brigas nas escolas; desrespeitos no trânsito, entre outros, são algumas das evidências que estamos num mundo de "choro e ranger de dentes", ainda.

Mas, fica a pergunta: o que estamos fazendo para minimizar os atritos de relacionamentos neste imenso condomínio ao qual estamos residindo temporariamente? Que cultura estamos propondo para um mundo melhor? Clamamos por segurança, paz, amor entre as pessoas. Como colaborar para que isso aconteça?

Os argumentos que é culpa do outro, ou que as escolas não estão educando convenientemente as crianças já caiu por terra, ou seja, não surtem mais efeito. 

Cada um de nós temos a parcela de responsabilidade que nos cabe.  Nunca é demais lembrar as palavras do poeta Nando Cordel, por inspiração dos Céus, "A Paz do Mundo Começa em Mim". Começa em você também! Faça a sua parte!

Convém lembrar também uma assertiva do Senhor Jesus

"Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.  Este é o primeiro e grande mandamento.  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Mateus 22, 37-39)


Sugerimos assistir ao vídeo abaixo. Alberto Almeida fala sobre o tema "agressividade" no Programa Transição do dia 28/08/2011.



Programa Transição 151 - Alberto Almeida from Fraternidade Francisco de Assis on Vimeo.


domingo, 7 de agosto de 2011

Entendendo o Câncer pelo Espiritismo

O câncer é uma enfermidade que provoca enorme temor nas pessoas. Em variados casos, não chegam sequer a proferir essa palavra, sob o risco de contrair a doença. Também, há uma tendência a associação do câncer a um estado terminal de vida, como se todo indivíduo com essa enfermidade estivesse condenado a morte.

As contribuições abaixo referem-se a uma tentativa de promover a divulgação e reflexão sobre o assunto a partir da ótica espírita.

O vídeo a seguir é uma entrevista com o Dr. Flávio Consentino que fala do tema "A visão espiritual do câncer", exibido na TV Mundo Maior.  




Para complementar, sem pretender encerrar o assunto, leia um texto de Joanna de Ângelis (espírito), psicografado por Divaldo Pereira Franco, intitulado "Câncer Moral".


Câncer Moral


O mau-humor sistemático - vício de comportamento emocional - gera a irritabilidade que desencadeia inúmeros males no indivíduo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral. Desconcertando a razão, açula as tendências negativas que devem ser combatidas, fomentando a maledicência e a indisposição de ânimo.

Todos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste orgânico e psicológico, dando margem à instalação de doenças psicossomáticas de tratamento complexo como resultados demorados ou nenhuns.

Todas as criaturas têm o dever de trabalhar pelo próprio progresso intelecto-moral, esforçando-se por vencer as más inclinações.

O azedume resulta, também, da inveja mal disfarçada quanto do ciúme incontido.
Atiça as labaredas destruidoras da desavença, enquanto se compraz na observância da ruína e do desconforto do próximo.

Muitas formas de canceres têm sua gênese no comportamento moral insano, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças.

O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.  Exteriorização do egoísmo doentio, aplica-se à inglória tarefa de perseguir os que discordam da sua atitude infeliz, espalhando a inquietação com que se arma de forças para prosseguir na insânia que agasalha.

Reveste-te de equilíbrio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos. Eles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob o beneplácito da vontade acomodada.

Oscilantes nos estados d’alma, mudam de um para outro episódio de revolta com facilidade, sem qualquer motivo justificável, como se motivo houvesse que justifique a vigência desse verdugo do homem.

Vigia as nascentes dos teus sentimentos e luta com destemor, nas paisagens íntimas, contra o mau-humor. Policia o verbo rude e ácido, mantendo a dignidade interior e poupando-te ao pugilato das ofensas, decorrente do azedume frequente.

Não olvides da gratidão, nas tuas crises de indisposição... O amanhã é incerto.
Aquele a quem hoje magoas será a porta onde buscarás apoio amanhã.
Conquista o título de pacífico ou faze-te pacificador.
Todo agressor torna-se antipático e asfixia-se na psicosfera morbífica que produz.

O Evangelho é lição de otimismo sem limite e o Espiritismo que o atualiza para o homem contemporâneo convida à transformação moral contínua, sem termo, em prol da edificação interior do adepto que se lhe candidata ao ministério.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Receita de Paz


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Conteúdos Espíritas em vídeos

sábado, 9 de julho de 2011

Experiência de Quase Morte - EQM

Geralmente as religiões ratificam a sobrevivência da alma após a morte, notadamente quando enfatizam o céu, inferno ou purgatório. Ora, se devemos adotar determinados comportamentos para merecer um lugar no céu é porque continuaremos vivos. Isso nos faz concluir que a vida é imperecível, permanente.

O Espiritismo é a Doutrina promulgada por Eles, os mortos de outrora, os espíritos, que nada mais são do que os indivíduos que já passaram pela terra e continuam vivos, partilhando conosco dessa comunhão universal, permitida por Deus através das leis naturais que regem o planeta. Dia virá que, também, seremos conhecidos por “espíritos”.

A literatura espírita está recheada de informações sobre a vida no plano espiritual, assim como na Bíblia também tem seus relatos. Contudo, ocorre que nem sempre acreditamos nas comunicações daqueles que não estão mais na terra, interagindo socialmente através do corpo físico. 

Porém, o que dizer dos testemunhos das pessoas que tiveram a oportunidade de vivenciar, mesmo que por pouco tempo, nesse outro ambiente de vida (vida espiritual) pelas vias das experiências de quase morte? Será que pode ser considerado como um atestado de imortalidade da alma?

Aqui na internet é possível pesquisar sobre essa temática, especialmente nos diversos vídeos postados no Youtube. São matérias ou séries jornalísticas, brasileiras e internacionais, às quais trazem à tona os mais variados relatos sobre EQM, viagem astral ou vivência espiritual por pouco tempo.

Assista aos vídeos abaixo, tire suas conclusões e faça seu comentário aqui no Blog GMR Espírita.




Documentários Internacionais






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quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Espírito após a Morte



A separação da alma e do corpo é dolorosa?

- Não; o corpo, frequentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte: neste a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.
(O Livro dos Espíritos, questão 154)


No mundo espiritual, após tomar consciência de si mesmo, o espírito avalia a trajetória que cumpriu na terra.

A maioria, quase sempre, recrimina-se pelas oportunidades de aprendizado que não soube valorizar no corpo.

Lamenta o tempo que deixou se escoasse em vão...

Entristece-se pelas picuinhas nas quais se embaraçou...

Aborrece-se pela falta de maior prudência em determinados lances da vida...

Reconhece os excessos cometidos, não raro, por ter gracejado em demasia com as coisa que deveria encarar com maior seriedade...

Admite as invigilâncias verbais com as quais acabou se compromentendo...

Sobretudo, observa que a lei Divina permitiu que ele agisse consoante a sua liberdade de escolha, não o constrangendo a ser o que era e o que não procurou ser.

Então, arrependido de seus equívocos – muitos deles ingênuos – procura fortalecer-se o quanto possível, traçando novas metas para o futuro.

Renova-se em seus propósitos de viver com maior maturidade...

De não deixar escapar, em nova existência na carne, a oportunidade de seu útil aos semelhantes...

De estudar e aprender...  De redimir-se, enfim!

É sempre com esse propósito que o espírito consciente retorna a experiência física, sob o aval das entidades que o assistem e tutelam na empreitada por ele delineada.

Todavia, sob o véu do esquecimento, se não agir com determinação e coragem, o espírito tenderá a repetir os mesmos erros de outrora...

É que ninguém se modifica apenas à custa de palavras!

Hábitos cultivados ao longo dos séculos não se substituem de uma hora para outra.

Tendências e inclinações infelizes não se vencem sem espírito de renúncia e sacrifício.

Espírito algum se sobrepõe à influência perniciosa do meio ambiente, sem que sejam outros os seus valores.

Por falta de tomada de uma consciência profunda, a respeito de suas reais necessidades, para muitos espíritos, a reencarnação é uma experiência que se repete com um mínimo de aproveitamento.

É impressionante o quase absoluto desconhecimento do homem a respeito de sua essência espiritual, estando o espírito lidando com a razão na terra há cerca de 40.000 anos.

Infelizmente, somos forçados a concluir que o espírito humano ainda não passa de crisálida, longe da metamorfose que lhe permitirá alçar voos mais altos na direção do infinito.

Extraído do Livro: Segundo “o Livro dos Espíritos”,
Texto ditado pelo Irmão José (espírito),
Psicografado por Carlos A. Baccelli.

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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Desencarnação do GMR Afonso

Nota de Falecimento

   Na noite de ontem (05 de junho 2011), aproximadamente ás 23h20, desencarnou o nosso amigo e companheiro de farda GMR Guilherme AFONSO Leite Filho, Mat. 79.286-7.   O corpo será conduzido para o município de floresta, interior de Pernambuco, onde será sepultado.
   Um Guarda Municipal exemplar e dedicado, cumpridor de seus deveres de cidadão era reconhecido por seus pares como um profissional exemplar, especialmente, pelo seu comportamento, caráter e atitudes, sempre disposto ao cumprimento de suas atribuições com vistas a proteger a população recifense e contribuir para um trânsito mais saudável, pois estava lotado na Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), como Agente da Autoridade de Trânsito do Recife. Infelizmente sua desencarnação aconteceu em razão de um acidente de trânsito.

   Estamos em luto e aproveitamos a oportunidade para ressaltar os nossos pesares com a perda irreparável, para nós e para Instituição, deste bravo servidor do povo. Recebam, também, os familiares e amigos os nossos mais profundos sentimentos, e que fique na memória de cada Guarda Municipal do Recife o exemplo de responsabilidade deste grande companheiro.

   Como sabemos que o fenômeno “morte” só atinge o corpo físico, Afonso continuará sendo parte integrante dessa rede social ao qual esteve interagindo enquanto encarnado. Manteremos a verdadeira afeição e ternura a este companheiro que retorna ao estágio de vida em que as barreiras físicas não mais o limitarão e o exercício da fraternidade e da benevolência, através das suas atitudes responsáveis, florescerão com maior intensidade e consistência.

Deus te abençoe, Afonso!

Jesus, em seus braços amorosos e justos, possa acolher-te nesse momento de transição e em toda a tua vida.


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sábado, 4 de junho de 2011

Darwin: Criacionismo vs. Evolucionismo


Darwin elaborou a teoria do Evolucionismo, onde assevera que as espécies vivas têm uma origem comum, evoluem e se adaptam, concluindo que o homem é a evolução do macaco, dos quais descendemos.

Esta teoria, hoje amplamente aceita cientificamente, choca-se frontalmente com os escritos bíblicos da Gênesis, que diz que o homem foi criado por Deus na pessoa de um único ser: Adão, e que dele criou Eva, e que ambos povoaram o mundo a partir de aproximadamente 5.800 anos atrás.

Pela teoria de Darwin, o inicio da vida no planeta partiu do aparecimento de animais unicelulares vivendo nas águas dos mares, que foram evoluindo para animais multicelures, e destes para animais mais complexos, passando pelos invertebrados, pelos répteis, anfíbios, animais ovíparos, mamíferos, até chegar ao bicho homem.

Os religiosos de todos os matizes que baseiam suas crenças na Bíblia, notadamente os cristãos tradicionalistas, não aceitam esta teoria, e tentam de todas as formas anatematizar a Darwin.

Em alguns países, principalmente nos Estados Unidos, procuram, inclusive, impedir que a teoria da Origem das Espécies seja ensinada nas escolas.

Alguns mais radicais alegam que Darwin procurou matar a Deus, tirando Dele o status de criador do Universo.

Julgamento apressado e injusto, próximo ao fanatismo religioso.

Ora, Darwin está certo, e os que acreditam no criacionismo também tem a sua parcela de razão no assunto.

O que falta a ambos é uma chave que una ambas as informações.

O Espiritismo trouxe ao mundo esta chave, na publicação do O Livro dos Espíritos, publicado em 1857, curiosamente dois anos antes da publicação do livro de Darwin A Origem das Espécies em 1859.

No capitulo III do livro I, nas perguntas 43 a 49 (Formação dos seres vivos), e nas perguntas de 50 a 54 (Povoamento da Terra. Adão; e Diversidade das Raças Humanas), encontramos as respostas dos espíritos esclarecendo de forma racional o aparecimento da vida no planeta. Por essas respostas se verifica que Darwin concluiu acertadamente.

O aparecimento da vida na terra se deu da forma como Darwin explicou, mas isso não quer dizer que Deus esteja fora disso. Ora, a teoria de Darwin já encontra um mundo formado e apropriado ao aparecimento da vida. Os germens da vida já estavam presentes nos elementos da natureza, e mesmo as leis que regem os desenvolvimentos celulares já estavam plasmadas. E tudo isto existia por quê?

Porque Deus, criador de todas as coisas os fez.

Aí está a união das duas teorias – Criacionismo e Evolucionismo.

Deus criou todas as coisas, mas as fez de forma que evoluíssem gradativamente, racionalmente, do mais simples ao mais complexo, com o auxilio do tempo.

Darwin não está contra Deus, nem Deus está contra Darwin.

Este fenomenal naturalista inglês apenas desvendou para o mundo científico a forma como Deus cria no nosso planeta. E os espíritos corroboraram essas afirmativas do cientista nas respostas do O Livro dos Espíritos citadas acima.

Errado é tentar manter a crença numa alegoria Bíblica, que passou uma informação aos homens de sua época, de acordo com a capacidade de entendimento que possuíam, e na medida dos seus rudimentares conhecimentos das ciências, mas que as pessoas ainda hoje as tomam ao pé da letra, ignorando a lógica e a razão, e principalmente procurando ignorar os achados arqueológicos que confirmaram a presença da criatura humana a cerca de quatro milhões de anos atrás, podendo este número ser aumentado, caso seja achado um outro fóssil anterior a este.

Bem, como a presença de seres humanos foi atestada pela ciência a quatro milhões de anos atrás, como ainda acreditar que todos nascemos de Adão há apenas 5.800 anos atrás?

Existem outras pessoas que independente das questões dogmáticas religiosas, se chocam com a idéia de que seus ancestrais foram animais, os macacos. Eles se acham superiores e indignos de serem apresentados como descendentes de primatas irracionais.

Aí também falta a essas pessoas a chave do Espiritismo.

Conhecessem elas as leis naturais trazidas pela Doutrina Espírita, que esclarecem que todos somos criados simples e ignorantes e que todos evoluímos de espécies mais simples para as mais avançadas, não se chocariam, e conseguiriam compreender e aceitar.

A chave é a reencarnação.

Nos livros da doutrina (espírita)*, aprendemos que a evolução do ser se processa desde os elementos mais simples, passando pelos reinos mineral, vegetal, animal e hominal, e que o ser ainda prossegue evoluindo por milhares de reencarnações até dispensar a vida em corpos físicos, passando daí a evoluir apenas na vida espiritual, por toda a eternidade, pois a evolução não cessa nunca.

Então fica fácil entender a nossa atual situação. Pelo mecanismo da reencarnação passamos de seres simples, irracionais, ignorantes para seres cada vez mais evoluídos, consoante nosso esforço em avançar. Se hoje somos seres racionais já muito evoluídos em relação aos homens da caverna, é porque elaboramos a nossa evolução e aprimoramento através dos séculos e milênios, nascendo e renascendo muitas vezes.

Nada mais simples e lógico, não acham?


Site Dupla Vista – Uma semente espírita
Por Henrique Fracalanza

* Grifo nosso
 


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domingo, 22 de maio de 2011

A Morte do Terrorista II

Atiçamento da MaldadeO terrorismo não acabou.

Quisera nós que ao “eliminar” um homem estivesse se eliminando a raiz do próprio mal, mas não é assim que acontece. Pelo contrário, se atiçou, ainda mais, a corrente do mal na Terra.

Bin Laden representa um ícone do mal entre nós, tornou-se um símbolo da maldade depois daquilo que coordenou quando matou milhares nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Bin Laden, no entanto, é um, entre milhares, que coordenam o mal na Terra. É isso mesmo. Vocês soltaram Bin Laden para que ele possa, do lado de cá da vida, comandar seus exércitos sem precisar se esconder, esta é a realidade, meus irmãos.

Primeiro é importante dizer que não se fez justiça, como bem escreveu meu bom amigo Boff, se fez vingança, se pagou com o mesmo preço aquilo que ele promoveu a milhares. Não é assim que se faz quem é seguidor das orientações de Nosso Senhor Jesus Cristo. Senhor Obama fez mal ao retribuir com a mesma moeda, com o dente por dente, em seu ato criminoso. Mas é assim, infelizmente, que pensa boa parte da humanidade.

Repito, meus irmãos, o mal foi atiçado. As raízes da maldade na Terra já se mexeram para dar o troco, esperem. De nossa parte cabe orar e pedir a Deus que se desarticule muitos dos momentos sombrios que a Terra passará e cremos na Sua justiça maior que não haverá de permitir que sangue seja derramado inadvertidamente. Aliás, sangue algum de preferência.

É preciso, irmãos, orar. A oração gera uma energia tal que mobiliza forças inimagináveis. Outra postura é fazer o bem, é responder no dia a dia as ofensas recebidas com o bem. Responder à altura as injustiças, mas com a perspectiva do bem em nossos atos e palavras. Nunca retribuir o mal com o mal, firmeza não pode ser confundida com destemor para a maldade.

Orem pelo País, orem sempre para o mundo, assim, ajudaremos a reverter a manifestação da maldade entre nós.

Faça a sua parte, o mundo naturalmente agradecerá.

Em paz,

Helder Câmara

CÂMARA, Helder (Espírito). Atiçamento da Maldade. O terrorismo não acabou. Disponível em: http://domdapaz.blogspot.com/2011/05/o-terrorismo-nao-acabou.html  Postado às 03h56 de 08/05/11. Acessado às 09h00 de 22/05/2011.

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domingo, 15 de maio de 2011

A Morte do Terrorista

   Nessas últimas semanas, verificamos a repercussão mundial da morte de Osama Bin Laden. Percebemos que a população estadunidense, e de muitos outros países do globo, sentiram a alma lavada pela operação militar que culminou com a desencarnação desse extremista sanguinário, ao qual se apresentava como inimigo ferrenho do país mais poderoso do planeta. A todo e qualquer momento jornalístico éramos compelidos a refletir sobre o desencarne do terrorista face ao bombardeio de informações que nos eram direcionadas. Por essas razões, vieram questionamentos do tipo: será que mataram Bin Laden mesmo? Cadê a comprovação de que ele morreu mesmo! Outras pessoas se perguntaram: Será que tudo se acaba com a morte? O que é a morte afinal? 

   Tentar responder a essas últimas perguntas em poucas palavras não é tarefa fácil, mas vamos tentar com a ajuda da Codificação e da vasta literatura espírita.

   A morte é um fenômeno que acomete a todos os indivíduos, sem distinção de raça, sexo, posição social, credo, inclusive em outros reinos da criação, carregando consigo a proposta da renovação. Ora! Se olharmos a morte apenas sob o pondo de vista físico, material, nenhuma razão encontramos nela, como se viéssemos à terra apenas a passeio, em oportunidade única, sem nenhum objetivo elevado.

   Afirma Allan Kardec na obra O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo, que Afeições caras, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquiridos, tudo despedaçado, tudo perdido! De nada nos serviria, portanto, qualquer esforço no sofreamento das paixões, de fadiga para nos ilustrarmos, de devotamento à causa do progresso, desde que de tudo isso nada aproveitássemos, predominando o pensamento de que amanhã mesmo, talvez, de nada nos serviria tudo isso.”Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ainda na introdução, Kardec elenca alguns pensamentos socráticos e um deles registrado no Item IX afirma o seguinte: “Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos vícios.”2

   Mas, se olharmos a morte sob o prisma  espiritualista, ou seja, em que cada indivíduo sobrevive, de alguma forma, a cessação da atividade orgânica, então passamos a entender a morte como desencarnação de algo que animava aquele corpo, sendo esse algo o espírito. Com isso, verifica-se que a vida se sobrepõe a vida e a morte aniquila-se por si mesma. Dizemos que o Espiritismo matou a morte!

   A desencarnação não é a destruição absoluta dos seres, mas uma transição essencial aos indivíduos e ao planeta. Os desencarnados nada mais são do que os espíritos daquelas pessoas que viveram na terra e, ao passar para a vida espiritual, continuam com suas ideologias, sentimentos e vontades próprias. No livro Doutrina Viva, especificamente no texto com título Além da Morte (pág. 265), está escrito: Além da morte do corpo, a Vida (sic) prossegue a nos requisitar coerência – nossa harmonização com a própria consciência. [...] Neste Outro Lado (sic), o homem ainda é o que é! A desencarnação não nos promove mudanças radicais. Continuamos a nos sentir tão humanos quanto somos.”3

   Acontece que somos todos espíritos, possuidores de corpos físicos que possibilitam interação material a fim de promover entre nós o aprimoramento intelecto-moral e o aperfeiçoamento das condições de vida no planeta. Infelizmente nem sempre estamos dispostos a colaborar com as leis que nos regem e nos posicionamos, quase que diariamente, de forma a contrariá-las. Basta refletir um pouco o quanto temos agredido o planeta com atitudes antiambientais; o quanto violamos os códigos morais deixados por Jesus na ocasião de sua passagem pela terra e registrados posteriormente pelos evangelistas; o quanto desintegramos pensamentos de elevado teor fraternal e solidário. E, dependendo das nossas posturas perante as outras pessoas, tornamo-nos símbolos de uma sociedade, santificados por reconhecimento, criminosos, terroristas, bons, maus, etc.

   A maneira como vivemos atualmente dirá como seremos depois de desencarnados, enquanto que a felicidade ou a infelicidade na vida espiritual depende muito do nosso comportamento de hoje, traduzidas nas nossas responsabilidades ou irresponsabilidades perante a vida na terra, grandiosa oportunidade de promover nosso avanço na escala divina. Concluímos que não há saltos qualitativos na psiquê dos indivíduos porque mudaram seus padrões de interação pela desencarnação, muitas vezes permanecem por longos tempos disseminando o terror, a discórdia, a criminalidade e a miséria por onde passam, e isso o identifica nas escalas inferiores da espiritualidade. Não nos esqueçamos que a vida é um processo progressivo contínuo, sem retroação, contudo, comumente decidimos estacionar na escala evolutiva e os Céus, por respeitar nosso livre arbítrio, concede-nos sempre outras oportunidades, a fim de que nos posicionemos novamente a caminho da luz.

Bibliografia:
1 KARDEC, Allan. Tradução de Manuel Justiniano Quintão. O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo. 40ª edição. Brasília: Departamento gráfico da FEB, 1995.
2 KARDEC, Allan. Tradução de Salvador Gentile. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 179ª edição. Araras, SP: IDE, 1994.
3 XAVIER, Francisco Cândido [espírito]; [Psicografado por] Carlos A. Baccelli. Doutrina Viva. Votuporanga, SP: Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”, 2008.
JOSÉ, Irmão [espírito]; [Psicografado por] Carlos A. Baccelli. Segundo o Livro dos Espíritos. Votuporanga, SP: Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”, 2009.

Texto elaborado por Altino Ventura da Silva Júnior
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