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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Legítima Visão Espírita de Jesus de Nazaré

Escrito por Jorge Hessen

   Em meio à crescente proliferação de ideias exóticas no seio do nosso movimento, sobremodo nos preocupam aquelas cujo resultado é a deturpação da legítima visão espírita de Jesus de Nazaré.

   Existem alguns confrades inquietos e invigilantes que desejam proscrever Jesus do Espiritismo. São pessoas dotadas de maiúscula insensatez que regurgitam suas santas ignorâncias e as torturantes cantilenas de que Jesus não é o único modelo de amor absoluto (?). Alegam que seria injusto que 2/3 da população da Terra que "nunca" ouviram falar do Messias, ficassem "órfãos" de suas lições. Segundo a revista alemã Der Spiegel o panorama estatístico de religiosos atuais do Orbe é o seguinte: Cristãos não católicos (17,0%), Cristãos católicos (16,9%), Muçulmanos (23,1%), Hindus (13,0%), Budistas (6,1%), Judeus (0,2%) e Outros (23,7%). Observa-se que 1/3 da humanidade procura seguir os ensinamentos de Jesus, e para a crença dos outros 2/3 que não "conhecem" o Cristo, apesar do mundo globalizado atual, existiram e existem outros seres luminares, porém todos foram, são e serão discípulos de Jesus. (1)

   Em verdade Jesus, durante milênios, enviou seus emissários para instruir povos, raças e civilizações com conhecimentos e princípios da lei natural. Além disso, há dois mil anos, veio pessoalmente ratificar os conhecimentos já existentes, deixando a Boa Nova como patrimônio para toda Humanidade. Examinando o trajeto histórico das civilizações identificamos que em todos os tempos houve missionários, fundadores de Religião, filósofos, Espíritos Superiores que aqui encarnaram, trazendo novos conhecimentos sobre as Leis Divinas ou Naturais com a finalidade de fazer progredir os habitantes da Terra. Entretanto, por mais admiráveis que tenham sido suas missões, nenhum se iguala ao Adorável Nazareno. Até mesmo porque todos eles estiveram a serviço do Mestre Incomparável, o Guia e Governador Espiritual deste mundo de expiação e provas.

   Kardec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo escolhe dentre as cinco partes o Ensino Moral, o único que não está afeito a controvérsias, podendo inclusive unir todas as crenças em torno da sua mensagem universalista. (2) Na Terra, onde se multiplicam as conquistas da inteligência (algumas resvalam e se enterram nas valas profundas das retóricas vazias) e fazem-se mais complexos os quadros do sentimento amarfanhado no materialismo, saibamos que Ele "no campo da Humanidade [foi o único] orientador completo, irrepreensível e inquestionável, que renunciou à companhia dos anjos para viver e conviver com os homens". (3)

   Nos tempos áureos do Evangelho o apóstolo Pedro, mediunizado, definiu a transcendência de Jesus, revelando que Ele era "o Cristo, o Filho de Deus vivo" (4). No século XIX o Espírito de Verdade atesta ser Ele "o Condutor e Modelo do Homem" (5). Para o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi "Espírito superior da ordem mais elevada, Messias, Espírito Puro, Enviado de Deus e, finalmente, Médium de Deus."(6) Não há dúvidas que Jesus foi o Doutrinador Divino (7) e por excelência o "Médico Divino", (7) segundo André Luiz. (8) Por sua vez, Emmanuel o denomina de "Diretor angélico do orbe e Síntese do amor divino". (9)

   Quando Allan Kardec questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído da Terra, recebeu uma resposta tão curta quanto profunda: "Jesus!". Sua lição é não só a pedra angular do Consolador Prometido, da Doutrina dos Espíritos, mas a régua de medida, o referencial universal com que aferiremos o nosso proceder, o nosso avanço ou o nosso recuo no processo de espiritualização que nos propusermos: a visão real do que somos no íntimo de nossa consciência e quão perto ou distante estejamos do amado Mestre Jesus que nos exorta a amarmos uns aos outros como Ele nos amou. (10)

   Amado por uns, odiado por outros, indiferente para muitos, Jesus deixou ensinamentos muito singelos mas profundos, ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, granjeando apoios no povo e confundindo os restantes. Aos Espíritas sinceros cumpre não perder de vista essa realidade de suma importância - a total vinculação do Espiritismo com os ensinos de Jesus, o Cristianismo primitivo, pela base moral comum a ambos, sem desvios impostos pelo interesse dos homens.

   Ele vela pela nau terrestre e Se compadece de cada um de nós, facultando-nos recomeço e paz. Cada palavra que o Mestre plasmou na atmosfera terrena dirige-se a todos nós, ontem, hoje e sempre independente de onde possamos estar ou do que fazemos. O Meigo Galileu transcende as dimensões da análise convencional e do grau de desenvolvimento científico, moral ou espiritual do maior dos nossos intelectuais, porquanto Ele já era o construtor de todo o nosso Sistema Solar, quando sequer a vida neste planeta se apresentara.

FONTES DO ESCRITOR:
1- Emmanuel explica que os Capelinos, ao serem recebidos por Jesus, teriam guardado as reminiscências de seu planeta de origem e das promessas do Cristo, que as fortalecera ao longo do tempo, "enviando-lhes periodicamente os seus missionários e mensageiros." Os enviados do infinito falaram na China milenar, no Egito, na Pérsia etc.
2- Kardec, Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 2001, Introdução
3- Revista Reformador - jan/2005
4- Mt 13, 16-17.
5- Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 2001, pergunta 625
6- Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 1998, XV, item 2
7- Xavier, Francisco Cândido. Os Mensageiros, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed FEB, 2000, cap. 27)
8- Xavier, Francisco Cândido. Missionário da Luz, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed FEB 2003, cap. 18
9- Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, Ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed FEB 2001, 283 e 327.
10- Revista Reformador - nov/1998

Fonte: Blog Grupo Espírita Renascer (http://www.ger.org.br)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Espírito após a Morte



A separação da alma e do corpo é dolorosa?

- Não; o corpo, frequentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte: neste a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.
(O Livro dos Espíritos, questão 154)


No mundo espiritual, após tomar consciência de si mesmo, o espírito avalia a trajetória que cumpriu na terra.

A maioria, quase sempre, recrimina-se pelas oportunidades de aprendizado que não soube valorizar no corpo.

Lamenta o tempo que deixou se escoasse em vão...

Entristece-se pelas picuinhas nas quais se embaraçou...

Aborrece-se pela falta de maior prudência em determinados lances da vida...

Reconhece os excessos cometidos, não raro, por ter gracejado em demasia com as coisa que deveria encarar com maior seriedade...

Admite as invigilâncias verbais com as quais acabou se compromentendo...

Sobretudo, observa que a lei Divina permitiu que ele agisse consoante a sua liberdade de escolha, não o constrangendo a ser o que era e o que não procurou ser.

Então, arrependido de seus equívocos – muitos deles ingênuos – procura fortalecer-se o quanto possível, traçando novas metas para o futuro.

Renova-se em seus propósitos de viver com maior maturidade...

De não deixar escapar, em nova existência na carne, a oportunidade de seu útil aos semelhantes...

De estudar e aprender...  De redimir-se, enfim!

É sempre com esse propósito que o espírito consciente retorna a experiência física, sob o aval das entidades que o assistem e tutelam na empreitada por ele delineada.

Todavia, sob o véu do esquecimento, se não agir com determinação e coragem, o espírito tenderá a repetir os mesmos erros de outrora...

É que ninguém se modifica apenas à custa de palavras!

Hábitos cultivados ao longo dos séculos não se substituem de uma hora para outra.

Tendências e inclinações infelizes não se vencem sem espírito de renúncia e sacrifício.

Espírito algum se sobrepõe à influência perniciosa do meio ambiente, sem que sejam outros os seus valores.

Por falta de tomada de uma consciência profunda, a respeito de suas reais necessidades, para muitos espíritos, a reencarnação é uma experiência que se repete com um mínimo de aproveitamento.

É impressionante o quase absoluto desconhecimento do homem a respeito de sua essência espiritual, estando o espírito lidando com a razão na terra há cerca de 40.000 anos.

Infelizmente, somos forçados a concluir que o espírito humano ainda não passa de crisálida, longe da metamorfose que lhe permitirá alçar voos mais altos na direção do infinito.

Extraído do Livro: Segundo “o Livro dos Espíritos”,
Texto ditado pelo Irmão José (espírito),
Psicografado por Carlos A. Baccelli.

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No GMR Espírita você poderá conferir alguns vídeos. Confira clicando em:  http://gespiritagmr.blogspot.com/p/videos-com-conteudos-espiritas.html

domingo, 17 de abril de 2011

VIOLÊNCIA

A postagem anterior fez uma referência a uma atitude violenta. Por essa razão estamos postando estes dois pequenos vídeos, aos quais o Orador Espírita Raul Teixeira aborda o tema "Violência" no Programa Transição.


Programa Transição, transmitido pela Rede TV, 01 de agosto de 2010. Tema: Violência. Convidado: Raul Teixeira



Se não conseguir assistir clique em:  http://www.programatransicao.tv.br/programas/programa96.html


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REPENSANDO OS ASSASSINATOS EM REALENGO/RJ

terça-feira, 12 de abril de 2011

Repensando os Assassinatos em Realengo/RJ


   Esta abordagem visa propor uma reflexão sobre uma conduta assassina e o resgate coletivo no caso da tragédia numa escola pública no bairro de Realengo, município do Rio de Janeiro, nesse mês de abril de 2011. Não tem o propósito de inocentar o criminoso ou mesmo de descriminalizar a conduta. Muito menos de representá-lo perante a justiça dos homens ou de Deus. Essas não são as propostas reais dessa abordagem subjetiva.


  Vivemos numa era de muitos sofrimentos no planeta. São inúmeras as possibilidades de nos tornarmo-nos pessoas infelizes, deprimidas, desacreditadas de um mundo melhor. Para qualquer lado que olhemos conseguimos enxergar prontamente a violência, a tristeza, a miséria e o sofrimento. Apenas para ilustrar, a indústria do crime e do sofrimento alheio tem proporcionado ascensão e sucesso de boa parte, senão da maioria, dos meios de comunicações no Brasil e no mundo. E, como não poderia deixar de ser, esse caso dos assassinatos em série também tem rendido muitos lucros à imprensa escrita, falada e televisiva.

   Compadecemo-nos com as vítimas dessa tragédia, que não são apenas os alunos e alunas feridas ou falecidas, mas, também, seus familiares e toda a sociedade que sofre com o caso. Atitudes como a desse atirador revela ausência de lucidez e provoca uma sensação de revolta e de insegurança em cada um de nós.

   Desde que pensemos nessa atitude tresloucada apenas do ponto de vista físico, pensada e elaborada objetivando aniquilação, destruição e morte, não conseguiremos remontar, ou melhor, entender as causas com que fizeram chegar a esse desfecho sombrio, com cenas dignas de filme de terror.
Toda ação provoca uma reação, preconizava Isaac Newton, embora o caso em tela não se enquadre completamente a sua teoria. Investigadores e especialistas do comportamento humano procuram razões para essa ação doentia, ao qual levou a vitimização de várias crianças e adolescentes.  Sinalizam que deve ter origem nas ocasiões de violência física ou psicológica, mais conhecidas como bullying, no período escolar. Essas “brincadeirinhas de mau gosto” alimentaram um desvio de personalidade, fazendo florescer o gérmen do ódio, gerando um sentimento de vingança não superado ao longo dos tempos. Existe uma máxima que diz: “cada cabeça é um mundo”, e o mundo enfermo desse rapaz conseguiu apenas  processar aquelas informações sob a forma de violência, tal qual como aconteceu, aliada, é lógico, de uma obsessão, a falta de referência fraterna ou de religiosidade cristã mesmo. Isso é tão grave que devemos direcionar esse assunto para discussões nas escolas, nos meios formadores de opinião, e na família, enquanto célula, base para uma sociedade mais saudável e humana.

  Embora atitudes como essa nos choquem pela frieza e desumanidade, olhando do ponto de vista carnal, é importante nos determos um pouco sob reflexão pela ótica espiritual ou espírita.

   Segundo Paulo, em cartas aos Romanos (2,6), afirma: “Deus há de retribuir à cada um segundo suas obras”. Jesus também afirma em Mateus (5,26): “Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás daqui enquanto não pagares o último ceitil”. Olhando sob o prisma espiritual todos nós temos débitos diante da vida – entenda-se aqui a vida plena, vida espiritual, imorredoura, aquela pregada pelas religiões – e colhemos os frutos daquilo que semeamos em nossas existências. Ora, se o aniquilamento é apenas do corpo físico e espiritualmente continuamos a viver! E sendo Deus soberanamente justo e bom! Logo concluímos que recebemos de volta aquilo que enviamos para o universo, uma espécie de efeito bumerangue. Isso é da Lei Natural, a Lei de Deus. Com isso, pode representar até uma punição aos nossos olhos, porém caracteriza-se como a chance de sentirmos o que o outro sentiu em determinada ocasião, ou seja, se fizemos outra pessoa sofrer, iremos sofrer de alguma maneira, mas, ao tornarmos felizes os nossos semelhantes, sentiremos a mesma sensação, que não necessariamente terá que ser no mesmo momento ou ainda nesta existência carnal. Também representa a oportunidade de progredir moralmente em razão da superação da faltas e da dor.  Em o Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo - 1ª parte, capítulo IX (Allan Kardec), está escrito o seguinte texto: “Admitindo a falibilidade dos homens, a punição é consequência, aliás justa e natural, da falta; mas se admitirmos concomitantemente a possibilidade do resgate, a regeneração, a graça, após o arrependimento e a expiação, tudo se esclarece e se conforma com a bondade de Deus. Ele sabia que errariam, que seriam punidos, mas sabia igualmente que tal castigo temporário seria um meio de lhes fazer compreender o erro, revertendo enfim em benefício deles”. Contudo, o mais novo entendimento é que Deus não castiga a ninguém, porque não se ressente, mas dá a cada um a oportunidade aprender com os próprios erros, constituindo-se para nós a reparação como algo doloroso, castigo.

   A partir daí, sem pretender por fim ao assunto, mas apenas traçar um viés a trama, aquelas crianças e adolescentes tiveram a grandiosa oportunidade de reparação por alguns débitos pendentes perante a Lei. Sem, no entanto, contraírem novos débitos, conseguiram ressarcir dividendos que por ventura ainda estivam ativos. Sem olharmos pelo ângulo do espírito inferiremos que Deus estaria sendo injusto para com esses seus filhos que não tiveram tempo de cometer atrocidades de tal porte, ou então, Ele(Deus) não seria detentor de todos os poderes, visto não ter condições para intervir nesse caso a ponto de impedir tamanha atrocidade.

  Amigos, todos nós temos débitos para com a Lei Natural e para com o próximo. Não fosse assim, qual a necessidade de vivermos em sociedade. O que precisamos mesmo é reprimir nossas más inclinações, viver em retidão de consciência, ajuizadamente, e amarmo-nos uns aos outros, assim como pregou o Mestre Jesus. Se o memento nos faz refletir sobre a paz, tão necessária e almejada por todos, aceitemos ao convite do cantor e compositor Nando Cordel, transformando em canção: “A Paz no Mundo, Começa em Mim...”

Muita paz!

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A MORTE DÓI?

MORTE E RENOVAÇÃO

VISÃO ESPÍRITA DA MORTE

CONVERSANDO SOBRE SUICÍDIO

domingo, 10 de abril de 2011

Conversando sobre o suicídio II

Procurando aprofundar um pouco mais a temática sobre o "suicídio", estamos postando um vídeo do Programa Pinga Fogo (programa de entrevistas - 1971) em que Chico Xavier faz referência sobre o que acontece com os suicidas. Já o texto Suicídio e autocastigo foi retirado do Blog ESPÍRITA NA NET.


Chico Xavier já falava sobre o suicídio em 1971



       Deus  não  castiga o suicida, pois é o próprio suicida quem se castiga.  A noção do castigo divino é profundamente modificada pelo ensino espírita. Considerando-se que o Universo é uma estrutura de leis, uma dinâmica de ações e reações em cadeia, não podemos pensar em punições de tipo mitológico após a morte.   Mergulhado nessa rede de causas e efeitos, mas dotado do livre arbítrio que a razão lhe confere, o homem é semelhante ao nadador que enfrenta o fatalismo das correntes de água, dispondo de meios para dominá-las.
   Ninguém é levado na corrente da vida pela força exclusiva das circunstâncias. A consciência humana é soberana e dispõe da razão e da vontade para controlar-se e dirigir-se. Além disso, o homem está sempre amparado pelas forças espirituais que governam o fluxo das coisas. Daí a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai”. A oração é o pensamento elevado aos planos superiores – a ligação do escafandrista da carne com os seus companheiros da superfície – e a vigilância é o controle das circunstâncias que ele deve exercer no mergulho material da existência.

     O suicida é o nadador apavorado que se atira contra o rochedo ou se abandona à voragem das águas, renunciando ao seu dever de vencerias pela força dos seus braços e o poder da sua coragem, sob a proteção espiritual de que todos dispomos.

     A vida material é um exercício para o desenvolvimento dos poderes do espírito. Quem abandona o exercício por vontade própria está renunciando ao seu desenvolvimento e sofre as consequências naturais dessa opção negativa. Nova oportunidade lhe será concedida, mas já então ao peso do fracasso anterior.

     Cornélio Pires, o poeta caipira de Tietê, responde à pergunta do amigo através de exemplos concretos que falam mais do que os argumentos. Cada uma de nossas ações provoca uma real, o da vida. A arte de viver consiste no controle das nossas ações (mentais, emocionais ou físicas) de maneira que nós mesmos nos castigamos ou nos premiamos. Mas mesmo no autocastigo não somos abandonados por Deus que vela por nós em nossa consciência.



(Irmão Saulo)

Texto retirado do livro “Astronautas do Além”,

de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires - Espíritos diversos.

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CONVERSANDO SOBRE SUICÍDIO

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

NATUREZA DAS PENAS E GOZOS FUTUROS

VISÃO ESPÍRITA DA MORTE

A MORTE DÓI?







segunda-feira, 28 de março de 2011

Justiça das Aflições

Façamos apenas uma reflexão!



Lembrete:

No próximo dia 01 de abril será lançado nacionalmente, nos melhores cinemas, "As mães de Chico Xavier". Esse filme nos proporcionará fazer uma reflexão sobre a vida, apenas sobre a vida...

Os filmes com a marca "Chico Xavier" sempre nos envolve e comove.  Não perca! 

Assista ao trailer desse filme aqui nesta página,  clique no vídeo do lado direito!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Transição do Planeta

O texto abaixo é uma mensagem mediúnica do espírito Bezerra de Menezes. Retrata uma visão alargada sobre os problemas atuais nos convidando a uma reflexão-ação, a fim de que iniciemos a nossa adequação aos novos tempos. 



Meus filhos:
Que Jesus nos abençoe!
A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.


Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a beneficio próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra."
(13.11.2010 – Los Angeles)

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Divaldo Franco


Clique abaixo e confira também!

AS GERAÇÕES FUTURAS

sábado, 12 de março de 2011

O Carnaval na Visão Espírita III

Sem pretender suprir todas as informações conclusivas sobre o "carnaval", visto a complexidade do assunto, e também sem objetivar afetar consubstancialmente a cultura das comunidades brasileiras, sempre muito alegres e festivas, postamos estes slides (abaixo), aos quais, apesar de conter algumas das informações proferida por Divaldo Pereira Franco, em entrevista ao Programa Transição, irão acrescentar outros detalhes sobre a Visão Espírita sobre o Carnaval.





Você poderá, também, assistir ao último Programa Transição - dia 06 de março de 2011 - em que o Orador Divaldo Pereira Franco (Bahia) enfoca o assunto com informações atualizadas. 

Clique neste link e assista à entrevista!
http://www.programatransicao.tv.br/programas/programa127.html

Clique abaixo e confira também!

O CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA

O CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA II

DIAS DE SOMBRA

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Carnaval na Visão Espírita II

O Tribuno Espírita Divaldo Pereira Franco fala sobre o tema “Carnaval” no Programa Transição de número 20.


Uma abordagem interessante sobre esse evento que contagia e atrai multidões de espíritos encarnados e desencarnados. Vale a pena conferir!

1ª Parte



2ª Parte



3ª Parte



O Programa Transição é transmitido todos os domingos na Rede TV às 16:15h.

 

Para assistir este e a outros programas de conteúdo espírita clique no link abaixo:


Dê sua opinião sobre o assunto!  Sua participação é importante.
Clique na palavra comentário abaixo e escreva suas considerações!



sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Carnaval na Visão Espírita

“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”...”.


“Atrás do trio elétrico só não vai que já morreu...”. – Caetano Veloso . 

Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval. O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam  e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.

No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.

Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval. Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.

No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das musicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”. Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.

Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo. O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade, hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.

“A carne nada vale”. O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.

Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma. 

Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”. Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.

Processo de loucura e obsessão. As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.

Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam. 

Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e conseqüências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos -, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.

Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apostolo da caridade no Brasil”.

Fonte: Visão Espírita – março 2000

Divulgação: O Mensageiro – Revista Espírita do 3º Milênio (www.omensageiro.com.br) - 01/03/2004
 
Este texto foi retirado de:     http://www.rccg.biz/mesp/mensesp36.htm

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