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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Amigo Sérgio, receba nosso abraço!

Mais uma vez deparamo-nos com o fenômeno “morte” de companheiro querido. O desencarne do Amigo Sérgio Nascimento, aos 17 deste mês, provoca em nós o sentimento de tristeza e pesar.

É natural a sensação de perda nos casos de desencarne de pessoas próximas, especialmente se elas são importantes, respeitadas, amadas como é o caso de Sérgio. Porém, o comportamento minimamente adequado deve ser o de respeito aos desígnios de Deus, visto ser Ele o Arquiteto e Gestor de toda a sua Obra. Sabe, portanto, o porquê de cada acontecimento nas relações da vida e do mundo.

Queremos deixar registrado o nosso carinho, respeito e amizade pelo Amigo Sérgio Nascimento, e dizer o quanto nos sentimos privilegiados por tê-lo como companheiro de jornada terrena. Ele representa o nosso modelo de resistência e coragem no enfrentamento das adversidades.

Queremos, igualmente, nos solidarizar com seus familiares pela ausência física do filho, irmão, pai, tio, etc. Afirmamos, apenas, que Sérgio continua vivo, torcendo por todos nós e desejando que torçamos por ele também. Oremos sempre em seu favor.

Por isso, dizemos: Querido Sérgio segue amando e servindo! Receba nossos abraços e os votos  de que Deus te abençoe sempre! Muita paz para você!



Entregar-se ao Pai

Não há quem na vida não passe por dias de desafios mais severos.

Mesmo as vidas mais tranquilas, mesmo aqueles para os quais o cotidiano parece estável e previsível, enfrentam momentos de provas e de aprendizado.

Quantos não são os que, em apenas uma noite de chuva, veem seu mundo ser levado pela força das águas, perdendo bens materiais, apartando-se de almas queridas?

Outros, nos quais a saúde habitava o corpo plenamente, veem-se minados por males afligentes, por vezes de causas desconhecidas ou de recursos ignorados.

Há tantos mais que veem desaparecer de seus olhos os amados, amparos de seu caminhar, abraçados pela morte, apartados da convivência e do carinho sustentador.

É natural que assim seja. Todos estamos sujeitos às intempéries da vida, às tempestades que destroem, mas que ensejam o construir e o melhorar.

Assim, se esses dias difíceis nos visitam, atormentando-nos, perturbando-nos o equilíbrio emocional, entreguemo-nos a Deus.

Jesus, ao nos ensinar a respeito da Providência Divina, afirmou que nem uma folha de uma árvore cai sem a vontade do Pai.
[...]
Fonte: Site Momento Espírita

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Responsabilidades por um Mundo Melhor

Amigos(as) 

A nossa Era no planeta é marcada por muitos problemas. São diversos os acontecimentos que podem nos deixar de autoestima baixa, quando não nos pegamos em perturbação de variada ordem. Por vezes sentindo-nos ameaçados, ou mesmo entrando num processo depressivo. Agressões; crimes; violência contra cônjuges, pais, mães, avós, filhos; brigas nas escolas; desrespeitos no trânsito, entre outros, são algumas das evidências que estamos num mundo de "choro e ranger de dentes", ainda.

Mas, fica a pergunta: o que estamos fazendo para minimizar os atritos de relacionamentos neste imenso condomínio ao qual estamos residindo temporariamente? Que cultura estamos propondo para um mundo melhor? Clamamos por segurança, paz, amor entre as pessoas. Como colaborar para que isso aconteça?

Os argumentos que é culpa do outro, ou que as escolas não estão educando convenientemente as crianças já caiu por terra, ou seja, não surtem mais efeito. 

Cada um de nós temos a parcela de responsabilidade que nos cabe.  Nunca é demais lembrar as palavras do poeta Nando Cordel, por inspiração dos Céus, "A Paz do Mundo Começa em Mim". Começa em você também! Faça a sua parte!

Convém lembrar também uma assertiva do Senhor Jesus

"Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.  Este é o primeiro e grande mandamento.  E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo." (Mateus 22, 37-39)


Sugerimos assistir ao vídeo abaixo. Alberto Almeida fala sobre o tema "agressividade" no Programa Transição do dia 28/08/2011.



Programa Transição 151 - Alberto Almeida from Fraternidade Francisco de Assis on Vimeo.


domingo, 7 de agosto de 2011

Entendendo o Câncer pelo Espiritismo

O câncer é uma enfermidade que provoca enorme temor nas pessoas. Em variados casos, não chegam sequer a proferir essa palavra, sob o risco de contrair a doença. Também, há uma tendência a associação do câncer a um estado terminal de vida, como se todo indivíduo com essa enfermidade estivesse condenado a morte.

As contribuições abaixo referem-se a uma tentativa de promover a divulgação e reflexão sobre o assunto a partir da ótica espírita.

O vídeo a seguir é uma entrevista com o Dr. Flávio Consentino que fala do tema "A visão espiritual do câncer", exibido na TV Mundo Maior.  




Para complementar, sem pretender encerrar o assunto, leia um texto de Joanna de Ângelis (espírito), psicografado por Divaldo Pereira Franco, intitulado "Câncer Moral".


Câncer Moral


O mau-humor sistemático - vício de comportamento emocional - gera a irritabilidade que desencadeia inúmeros males no indivíduo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral. Desconcertando a razão, açula as tendências negativas que devem ser combatidas, fomentando a maledicência e a indisposição de ânimo.

Todos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste orgânico e psicológico, dando margem à instalação de doenças psicossomáticas de tratamento complexo como resultados demorados ou nenhuns.

Todas as criaturas têm o dever de trabalhar pelo próprio progresso intelecto-moral, esforçando-se por vencer as más inclinações.

O azedume resulta, também, da inveja mal disfarçada quanto do ciúme incontido.
Atiça as labaredas destruidoras da desavença, enquanto se compraz na observância da ruína e do desconforto do próximo.

Muitas formas de canceres têm sua gênese no comportamento moral insano, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças.

O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.  Exteriorização do egoísmo doentio, aplica-se à inglória tarefa de perseguir os que discordam da sua atitude infeliz, espalhando a inquietação com que se arma de forças para prosseguir na insânia que agasalha.

Reveste-te de equilíbrio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos. Eles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob o beneplácito da vontade acomodada.

Oscilantes nos estados d’alma, mudam de um para outro episódio de revolta com facilidade, sem qualquer motivo justificável, como se motivo houvesse que justifique a vigência desse verdugo do homem.

Vigia as nascentes dos teus sentimentos e luta com destemor, nas paisagens íntimas, contra o mau-humor. Policia o verbo rude e ácido, mantendo a dignidade interior e poupando-te ao pugilato das ofensas, decorrente do azedume frequente.

Não olvides da gratidão, nas tuas crises de indisposição... O amanhã é incerto.
Aquele a quem hoje magoas será a porta onde buscarás apoio amanhã.
Conquista o título de pacífico ou faze-te pacificador.
Todo agressor torna-se antipático e asfixia-se na psicosfera morbífica que produz.

O Evangelho é lição de otimismo sem limite e o Espiritismo que o atualiza para o homem contemporâneo convida à transformação moral contínua, sem termo, em prol da edificação interior do adepto que se lhe candidata ao ministério.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Receita de Paz


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sábado, 9 de julho de 2011

Experiência de Quase Morte - EQM

Geralmente as religiões ratificam a sobrevivência da alma após a morte, notadamente quando enfatizam o céu, inferno ou purgatório. Ora, se devemos adotar determinados comportamentos para merecer um lugar no céu é porque continuaremos vivos. Isso nos faz concluir que a vida é imperecível, permanente.

O Espiritismo é a Doutrina promulgada por Eles, os mortos de outrora, os espíritos, que nada mais são do que os indivíduos que já passaram pela terra e continuam vivos, partilhando conosco dessa comunhão universal, permitida por Deus através das leis naturais que regem o planeta. Dia virá que, também, seremos conhecidos por “espíritos”.

A literatura espírita está recheada de informações sobre a vida no plano espiritual, assim como na Bíblia também tem seus relatos. Contudo, ocorre que nem sempre acreditamos nas comunicações daqueles que não estão mais na terra, interagindo socialmente através do corpo físico. 

Porém, o que dizer dos testemunhos das pessoas que tiveram a oportunidade de vivenciar, mesmo que por pouco tempo, nesse outro ambiente de vida (vida espiritual) pelas vias das experiências de quase morte? Será que pode ser considerado como um atestado de imortalidade da alma?

Aqui na internet é possível pesquisar sobre essa temática, especialmente nos diversos vídeos postados no Youtube. São matérias ou séries jornalísticas, brasileiras e internacionais, às quais trazem à tona os mais variados relatos sobre EQM, viagem astral ou vivência espiritual por pouco tempo.

Assista aos vídeos abaixo, tire suas conclusões e faça seu comentário aqui no Blog GMR Espírita.




Documentários Internacionais






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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Desencarnação do GMR Afonso

Nota de Falecimento

   Na noite de ontem (05 de junho 2011), aproximadamente ás 23h20, desencarnou o nosso amigo e companheiro de farda GMR Guilherme AFONSO Leite Filho, Mat. 79.286-7.   O corpo será conduzido para o município de floresta, interior de Pernambuco, onde será sepultado.
   Um Guarda Municipal exemplar e dedicado, cumpridor de seus deveres de cidadão era reconhecido por seus pares como um profissional exemplar, especialmente, pelo seu comportamento, caráter e atitudes, sempre disposto ao cumprimento de suas atribuições com vistas a proteger a população recifense e contribuir para um trânsito mais saudável, pois estava lotado na Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), como Agente da Autoridade de Trânsito do Recife. Infelizmente sua desencarnação aconteceu em razão de um acidente de trânsito.

   Estamos em luto e aproveitamos a oportunidade para ressaltar os nossos pesares com a perda irreparável, para nós e para Instituição, deste bravo servidor do povo. Recebam, também, os familiares e amigos os nossos mais profundos sentimentos, e que fique na memória de cada Guarda Municipal do Recife o exemplo de responsabilidade deste grande companheiro.

   Como sabemos que o fenômeno “morte” só atinge o corpo físico, Afonso continuará sendo parte integrante dessa rede social ao qual esteve interagindo enquanto encarnado. Manteremos a verdadeira afeição e ternura a este companheiro que retorna ao estágio de vida em que as barreiras físicas não mais o limitarão e o exercício da fraternidade e da benevolência, através das suas atitudes responsáveis, florescerão com maior intensidade e consistência.

Deus te abençoe, Afonso!

Jesus, em seus braços amorosos e justos, possa acolher-te nesse momento de transição e em toda a tua vida.


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domingo, 15 de maio de 2011

A Morte do Terrorista

   Nessas últimas semanas, verificamos a repercussão mundial da morte de Osama Bin Laden. Percebemos que a população estadunidense, e de muitos outros países do globo, sentiram a alma lavada pela operação militar que culminou com a desencarnação desse extremista sanguinário, ao qual se apresentava como inimigo ferrenho do país mais poderoso do planeta. A todo e qualquer momento jornalístico éramos compelidos a refletir sobre o desencarne do terrorista face ao bombardeio de informações que nos eram direcionadas. Por essas razões, vieram questionamentos do tipo: será que mataram Bin Laden mesmo? Cadê a comprovação de que ele morreu mesmo! Outras pessoas se perguntaram: Será que tudo se acaba com a morte? O que é a morte afinal? 

   Tentar responder a essas últimas perguntas em poucas palavras não é tarefa fácil, mas vamos tentar com a ajuda da Codificação e da vasta literatura espírita.

   A morte é um fenômeno que acomete a todos os indivíduos, sem distinção de raça, sexo, posição social, credo, inclusive em outros reinos da criação, carregando consigo a proposta da renovação. Ora! Se olharmos a morte apenas sob o pondo de vista físico, material, nenhuma razão encontramos nela, como se viéssemos à terra apenas a passeio, em oportunidade única, sem nenhum objetivo elevado.

   Afirma Allan Kardec na obra O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo, que Afeições caras, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquiridos, tudo despedaçado, tudo perdido! De nada nos serviria, portanto, qualquer esforço no sofreamento das paixões, de fadiga para nos ilustrarmos, de devotamento à causa do progresso, desde que de tudo isso nada aproveitássemos, predominando o pensamento de que amanhã mesmo, talvez, de nada nos serviria tudo isso.”Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ainda na introdução, Kardec elenca alguns pensamentos socráticos e um deles registrado no Item IX afirma o seguinte: “Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos vícios.”2

   Mas, se olharmos a morte sob o prisma  espiritualista, ou seja, em que cada indivíduo sobrevive, de alguma forma, a cessação da atividade orgânica, então passamos a entender a morte como desencarnação de algo que animava aquele corpo, sendo esse algo o espírito. Com isso, verifica-se que a vida se sobrepõe a vida e a morte aniquila-se por si mesma. Dizemos que o Espiritismo matou a morte!

   A desencarnação não é a destruição absoluta dos seres, mas uma transição essencial aos indivíduos e ao planeta. Os desencarnados nada mais são do que os espíritos daquelas pessoas que viveram na terra e, ao passar para a vida espiritual, continuam com suas ideologias, sentimentos e vontades próprias. No livro Doutrina Viva, especificamente no texto com título Além da Morte (pág. 265), está escrito: Além da morte do corpo, a Vida (sic) prossegue a nos requisitar coerência – nossa harmonização com a própria consciência. [...] Neste Outro Lado (sic), o homem ainda é o que é! A desencarnação não nos promove mudanças radicais. Continuamos a nos sentir tão humanos quanto somos.”3

   Acontece que somos todos espíritos, possuidores de corpos físicos que possibilitam interação material a fim de promover entre nós o aprimoramento intelecto-moral e o aperfeiçoamento das condições de vida no planeta. Infelizmente nem sempre estamos dispostos a colaborar com as leis que nos regem e nos posicionamos, quase que diariamente, de forma a contrariá-las. Basta refletir um pouco o quanto temos agredido o planeta com atitudes antiambientais; o quanto violamos os códigos morais deixados por Jesus na ocasião de sua passagem pela terra e registrados posteriormente pelos evangelistas; o quanto desintegramos pensamentos de elevado teor fraternal e solidário. E, dependendo das nossas posturas perante as outras pessoas, tornamo-nos símbolos de uma sociedade, santificados por reconhecimento, criminosos, terroristas, bons, maus, etc.

   A maneira como vivemos atualmente dirá como seremos depois de desencarnados, enquanto que a felicidade ou a infelicidade na vida espiritual depende muito do nosso comportamento de hoje, traduzidas nas nossas responsabilidades ou irresponsabilidades perante a vida na terra, grandiosa oportunidade de promover nosso avanço na escala divina. Concluímos que não há saltos qualitativos na psiquê dos indivíduos porque mudaram seus padrões de interação pela desencarnação, muitas vezes permanecem por longos tempos disseminando o terror, a discórdia, a criminalidade e a miséria por onde passam, e isso o identifica nas escalas inferiores da espiritualidade. Não nos esqueçamos que a vida é um processo progressivo contínuo, sem retroação, contudo, comumente decidimos estacionar na escala evolutiva e os Céus, por respeitar nosso livre arbítrio, concede-nos sempre outras oportunidades, a fim de que nos posicionemos novamente a caminho da luz.

Bibliografia:
1 KARDEC, Allan. Tradução de Manuel Justiniano Quintão. O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo. 40ª edição. Brasília: Departamento gráfico da FEB, 1995.
2 KARDEC, Allan. Tradução de Salvador Gentile. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 179ª edição. Araras, SP: IDE, 1994.
3 XAVIER, Francisco Cândido [espírito]; [Psicografado por] Carlos A. Baccelli. Doutrina Viva. Votuporanga, SP: Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”, 2008.
JOSÉ, Irmão [espírito]; [Psicografado por] Carlos A. Baccelli. Segundo o Livro dos Espíritos. Votuporanga, SP: Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”, 2009.

Texto elaborado por Altino Ventura da Silva Júnior
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domingo, 1 de maio de 2011

DESENCARNAÇÃO DE CRIANÇAS - PARTE 2

CAUSAS DAS MORTES PREMATURAS

Como explicar a situação da criança, cuja vida material se interrompe? E por que esse fato ocorre? Duas indagações que surgem naturalmente ao nos depararmos com a morte na infância.

Allan Kardec [Livro dos Espíritos – questão nº199] registra o pensamento dos Espíritos Superiores:
"A duração da vida da criança pode ser, para seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do tempo devido, e sua morte é frequentemente uma prova ou uma expiação para os pais."

Observamos pelo exposto que a morte prematura está quase sempre vinculada a erro grave de existência pretérita: almas culpadas que transgrediram a Lei geral que vige os destinos da criatura e retornam à carne para recomporem a consciência ante o deslize. São, muitas vezes, ex-suicídas (conscientes ou inconscientes) que necessitam do contato com os fluidos materializados do planeta, para refazerem a sutil estrutura eletromagnética de seu corpo espiritual.

Lembram ainda os Benfeitores que os pais estão igualmente comprometidos com a Lei de Causa e Efeito e, na maioria das vezes, foram cúmplices ou causadores indiretos da falta que gerou o sofrimento de hoje.

Emmanuel [Criança no Além-prefácio] afirma: "Porque a desencarnação de crianças, vidas tolidas em flor?

Muitos problemas observados exclusivamente do lado físico, assemelha-se a enigmas de solução impraticável; entretanto, examinados do ponto de vista da imortalidade e do burilamento progressivo da alma, reconhecer-se-á que o Espírito em evolução pode solicitar conscientemente certas experiências ou ser induzido a ela em benefício próprio. Nas realizações terrestres, é comum a vinculação temporária de alguém a determinado serviço por tempo previamente considerado.

Há quem renasça em limitado campo de ação para trabalho uniforme em decênios de presença pessoal e há quem se transfira dessa ou daquela tarefa para outra, no curso da existência, dependendo, para isso, de quotas marcadas de tempo. Encontramos amigos que efetuam longos cursos de formação profissional em lugares distantes do recanto em que nasceram e outros que se afastam, a prazo curto, da paisagem que lhes é própria, buscando as especializações de que se observam necessitados. E depois destes empreendimentos concluídos, através de viagens que variam de tipo, segundo as escolhas que façam, ei-las de regresso aos locais de trabalho em cuja estruturação se situam.

Esta é a imagem a que recorremos para que a desencarnação de crianças seja compreendida, no plano físico, em termos de imortalidade e reencarnação."

Casos, no entanto, existem que não estão inseridos no processo de Ação e Reação e configuram sim, ações meritórias de Espíritos missionários que renascem para viverem poucos anos em contato com a carne em função de tarefas espirituais. 

É o que afirma André Luiz:
"Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a expectativa apresentação que lhes era costumeira."

CRIANÇAS NO PLANO ESPIRITUAL

Com relação à posição espiritual dos Espíritos que desencarnam na infância, André Luiz informa-nos que todos eles são recolhidos em Instituições apropriadas, não se encontrando Espíritos de crianças nas regiões umbralinas.

Há inúmeras descrições espirituais de Escolas, parques, colônias e instituições diversas consagradas ao acolhimento e amparo às crianças que retornam do Planeta através da desencarnação.

Chico Xavier, analisando a situação espiritual e o grau de lucidez desses Espíritos diz:
"Os benfeitores espirituais habitualmente nos esclarecem que a criança desencarnada no Mais Além, recobra parcialmente valores da memória, quando na condição de Espírito, tenha já entesourado alta gama de conhecimentos superiores, com pouco tempo depois da desencarnação, conseguindo, por isso, formular conceitos e anotações de acordo com a maturidade intelectual adquirida com laborioso esforço.

O mesmo não acontece com o Espírito que ainda não adquiriu patrimônio de experiência mais dilatados, seja por estar nos primeiros degraus da evolução humana ou por essência de aplicação pessoal ao estudo e a observação dos acontecimentos.

Para o Espírito nesse estágio, o desenvolvimento na vida espiritual é semelhante ao que se verifica no plano físico em que o ser humano é compelido a aprender vagarosamente as lições da existência e adiantar-se gradativamente, conforme as exigências do tempo."

André Luiz [Entre a Terra e o Céu] vai pronunciar-se da mesma forma: "Acreditamos que o menino desencarnado retoma, de imediato, a sua personalidade de adulto ... Em muitas situações, é o que acontece quando o Espírito já alcançou elevado estágio evolutivo.

Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnaram, o caminho não é o mesmo. Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do autogoverno. Jazem conduzidos pela Natureza, à maneira de criancinhas no colo materno. É por esse motivo que não podemos prescindir de períodos de recuperação, para que se afasta do veículo físico, na fase infantil."

QUADRO XII - Morte Prematura – Possibilidades

- Assumir a forma da última existência
- Conservar a forma infantil que vai se desenvolvendo à semelhança do que ocorre na Terra
- Reencarnar pouco tempo depois do falecimento

Bibliografia
1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
3) Entre a Terra e o Céu - André Luiz/Chico Xavier
4) Resgate e Amor - Tiaminho/Chico Xavier
5) Escola no Além - Cláudia/Chico Xavier
6) Crianças no Além - Marcos/Chico Xavier
Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

Texto extraído do site AMALUZ em http://www.amaluz.net/prematura.htm 

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

DESENCARNAÇÃO DE CRIANÇAS- PARTE 1

Em virtude do desencarne do filho de um grande amigo, ainda recém-nascido, provocado por enfermidade grave, levantamos a proposta de reflexão sobre o assunto. Sempre! Sempre! nos questionamos o porquê do desencarne prematuro das crianças.  Perguntamos se a sensação de perda é maior do que de uma pessoa que já convivemos a bastante tempo?  Ou dói ainda mais pelo fato de haver muitas expectativas, projetos para aquele ser em formação? Propomos discutir esse assunto visto fazermos parte de um todo que nos trata com igualdade e, por isso mesmo, há sempre a possibilidade de que nos aconteça algo semelhante ou mesmo com alguma pessoa muito próxima, como um familiar, por exemplo.

Rogamos ao Mestre Jesus que receba, ampare e abençoe esse anjinho que retorna a sua verdadeira pátria. Também fortaleça e console seus genitores pelo momento difícil porque passam.
 
 
O DESENCARNE NA INFÂNCIA

Por Marco Túlio Michalick


Apesar de ser extremamente dolorosa a perda de um filho pequeno, pense nele sempre com carinho e envie vibrações de amor eterno.

Apenas quem já perdeu um filho na infância pode descrever a dor que se sente neste momento tão doloroso. Como se o mundo girasse ao seu redor, você pensa estar vivendo um pesadelo e que, ao acordar, tudo voltará ao normal. Mas a realidade se mantém e você não entende o porquê de estar acontecendo tudo aquilo. Chega a duvidar da justiça divina e as perguntas constantes permanecem: Por que meu filho se foi tão jovem, cheio de vida, com um futuro promissor? Por que eu não fui em seu lugar? As indagações são muitas, mas a resposta só vem com o tempo.

A família tem que estar muito unida em um momento como esse. A religião é um bálsamo para a dor que, em certos dias, parece ser infinita. Temos que ser fortes e acreditar que nada acontece por acaso. A revolta e o descrédito em Deus não são justos. Há momentos na vida em que precisamos passar por determinadas experiências, para que possamos ter uma visão de vida diferente da que temos atualmente.

O desencarne de uma criança comove até as pessoas que mal conhecemos. Richard Simonetti descreve em seu livro "Quem tem medo da morte?": "O problema maior é a teia de retenção formada com intensidade, porquanto a morte de uma criança provoca grande comoção, até mesmo em pessoas não ligadas a ela diretamente. Símbolo da pureza e da inocência, alegria do presente e promessa para o futuro, o pequeno ser resume as esperanças dos adultos, que se recusam a encarar a perspectiva de uma separação".


LAMENTAR A PERDA PREJUDICA O ESPÍRITO

As lamentações, o choro e a fixação no ente querido que desencarnou prejudicam sua reabilitação no plano espiritual, fazendo com que ele sofra vendo tamanho desespero de seus familiares. A oração é o melhor remédio para todos. Pedir a Deus que proteja e auxilie seu filho no plano espiritual é a maneira correta de lhe fazer o bem.

Reviver a tragédia que ocorreu no plano terrestre pode ser um martírio, pois, no plano espiritual, há toda uma equipe de trabalhadores dando o suporte necessário ao desligamento do espírito do aparelho físico. Além do mais, conforme explica Simonetti, "o desencarne na infância, mesmo em circunstâncias trágicas, é bem mais tranquilo, porquanto nessa fase o espírito permanece em estado de dormência e desperta lentamente para a existência terrestre. Somente a partir da adolescência é que entrará na plena posse de suas faculdades".

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: "Por que a vida frequentemente é interrompida na infância"? A resposta dos espíritos é a seguinte: "A duração da vida de uma criança pode ser, para o espírito que está nela encarnado, o complemento de uma existência interrompida antes de seu termo marcado e sua morte, no mais das vezes, é uma prova ou uma expiação para os pais".

Ernesto Bozzano, em Enigmas da Psicometria, escreve que não são desconhecidos os casos de mortes infantis nos quais o espírito já tenha progredido bastante para suprimir uma provação, mergulhando na Terra só com a finalidade de se revestir de elementos fluídicos indispensáveis ao perispírito desejoso de se preparar para a próxima reencarnação.

Com o tempo, você vai encontrando respostas para suas indagações. A lembrança daquele filho que se foi talvez nunca sairá de sua mente, mas sempre que pensar nele, pense com carinho, enviando boas vibrações, para que, onde ele se encontrar, possa sentir todo o amor que você emana.


REENCONTRO NO PLANO ESPIRITUAL

Em entrevista publicada na edição nº 11 da Revista Cristã de Espiritismo, Mauro Operti, quando perguntado sobre que mensagem daria às pessoas que perderam seus entes queridos e acreditam que nunca mais irão encontrá-los, respondeu:

"Para estas pessoas eu diria que Deus não cometeria esta maldade de separar definitivamente dois seres que se amam. A essência da vida é o outro. Por que Deus juntaria num breve tempo de uma existência duas criaturas que se sentem felizes de estar juntas e depois as separaria pela eternidade? A certeza da sobrevivência que a prática espírita garante às criaturas está acompanhada da certeza da reunião daqueles que se amam depois da perda do corpo físico. Esta é a maior consolação que poderíamos desejar, mas não é só uma consolação piedosa, é uma certeza proveniente da vivência que, aos poucos, vai nos tornando mais seguros e menos propensos às crises de ansiedade e aflição que são tão comuns às pessoas hoje em dia. Temos certeza e sabemos, não apenas acreditamos".

O Evangelho Segundo o Espiritismo diz que, quando Jesus falou "deixai vir a mim as criancinhas", Ele se referia ao fato de que "a pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade, excluindo todo pensamento egoísta e orgulhoso". Explica ainda que "é por isso que Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como a tinha tomado para o da humildade. Somente um espírito que tivesse atingido a perfeição poderia nos dar o modelo da verdadeira pureza. Mas a comparação é exata do ponto de vista da vida presente, pois a criança, não podendo ainda manifestar nenhuma tendência perversa, oferece-nos a imagem da inocência e da candura. Além disso, Jesus não diz de maneira absoluta que o reino de Deus é para elas, mas sim para aqueles que se lhes assemelham".



Fonte: Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas
http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2660&catid=81
 
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segunda-feira, 18 de abril de 2011

O ESPIRITISMO CHEGA AOS 154 ANOS DE EXISTÊNCIA

Vindo à luz em 18/04/1857, através da edição de O Livro dos Espíritos, obra que contém os princípios básicos doutrinários, marco inicial da Codificação Espírita, constitui-se em tratado filosófico da Doutrina dos Espíritos. Antes desse livro não havia Espiritismo.



O Livro dos Espíritos – assim como as demais obras do Pentateuco Espírita - foi escrito de forma coletiva, resultado de um trabalho conjunto dos Espíritos Superiores e da disposição de pessoas encarnadas, através de uma equipe de médiuns de várias cidades, reunida e coordenada por Allan Kardec e seu grupo. Por isso, equivocam-se as pessoas que acham ser produto de um único homem ou de um só pensamento.

Com o didático método de entrevista, Kardec apresentou 1018 perguntas aos Espíritos, obtendo, através de diversos médiuns, claras e elucidativas respostas, atualizadas até aos  dias de hoje.


Esta obra indispensável é dividida em quatro grandes partes, abrangendo os temas fundamentais de nossa vida: 1 - As Causas Primeiras - Deus, o Universo, a Criação e o Princípio Vital; 2 - O Mundo dos Espíritos - Imortalidade da Alma, natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, reencarnação; 3 - As Leis Morais - Tendo Jesus como o modelo da perfeição moral para a Humanidade; e 4 - Esperanças e Consolações - com análise das penas e gozos terrestres e futuros.

Independente de crença ou convicção religiosa, a leitura de O Livro dos Espíritos será de imenso valor, uma vez que trata de assuntos do passado histórico, da vida presente, da vida futura e do porvir da Humanidade, assuntos de interesse geral e atual, importante tratado para uma melhor compreensão desse momento de transição porque passa o planeta.

 
 
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