Mostrando postagens com marcador espiritismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador espiritismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Legítima Visão Espírita de Jesus de Nazaré

Escrito por Jorge Hessen

   Em meio à crescente proliferação de ideias exóticas no seio do nosso movimento, sobremodo nos preocupam aquelas cujo resultado é a deturpação da legítima visão espírita de Jesus de Nazaré.

   Existem alguns confrades inquietos e invigilantes que desejam proscrever Jesus do Espiritismo. São pessoas dotadas de maiúscula insensatez que regurgitam suas santas ignorâncias e as torturantes cantilenas de que Jesus não é o único modelo de amor absoluto (?). Alegam que seria injusto que 2/3 da população da Terra que "nunca" ouviram falar do Messias, ficassem "órfãos" de suas lições. Segundo a revista alemã Der Spiegel o panorama estatístico de religiosos atuais do Orbe é o seguinte: Cristãos não católicos (17,0%), Cristãos católicos (16,9%), Muçulmanos (23,1%), Hindus (13,0%), Budistas (6,1%), Judeus (0,2%) e Outros (23,7%). Observa-se que 1/3 da humanidade procura seguir os ensinamentos de Jesus, e para a crença dos outros 2/3 que não "conhecem" o Cristo, apesar do mundo globalizado atual, existiram e existem outros seres luminares, porém todos foram, são e serão discípulos de Jesus. (1)

   Em verdade Jesus, durante milênios, enviou seus emissários para instruir povos, raças e civilizações com conhecimentos e princípios da lei natural. Além disso, há dois mil anos, veio pessoalmente ratificar os conhecimentos já existentes, deixando a Boa Nova como patrimônio para toda Humanidade. Examinando o trajeto histórico das civilizações identificamos que em todos os tempos houve missionários, fundadores de Religião, filósofos, Espíritos Superiores que aqui encarnaram, trazendo novos conhecimentos sobre as Leis Divinas ou Naturais com a finalidade de fazer progredir os habitantes da Terra. Entretanto, por mais admiráveis que tenham sido suas missões, nenhum se iguala ao Adorável Nazareno. Até mesmo porque todos eles estiveram a serviço do Mestre Incomparável, o Guia e Governador Espiritual deste mundo de expiação e provas.

   Kardec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo escolhe dentre as cinco partes o Ensino Moral, o único que não está afeito a controvérsias, podendo inclusive unir todas as crenças em torno da sua mensagem universalista. (2) Na Terra, onde se multiplicam as conquistas da inteligência (algumas resvalam e se enterram nas valas profundas das retóricas vazias) e fazem-se mais complexos os quadros do sentimento amarfanhado no materialismo, saibamos que Ele "no campo da Humanidade [foi o único] orientador completo, irrepreensível e inquestionável, que renunciou à companhia dos anjos para viver e conviver com os homens". (3)

   Nos tempos áureos do Evangelho o apóstolo Pedro, mediunizado, definiu a transcendência de Jesus, revelando que Ele era "o Cristo, o Filho de Deus vivo" (4). No século XIX o Espírito de Verdade atesta ser Ele "o Condutor e Modelo do Homem" (5). Para o célebre pedagogo e gênio de Lyon, o Cristo foi "Espírito superior da ordem mais elevada, Messias, Espírito Puro, Enviado de Deus e, finalmente, Médium de Deus."(6) Não há dúvidas que Jesus foi o Doutrinador Divino (7) e por excelência o "Médico Divino", (7) segundo André Luiz. (8) Por sua vez, Emmanuel o denomina de "Diretor angélico do orbe e Síntese do amor divino". (9)

   Quando Allan Kardec questionou os Espíritos sobre quem teria sido o ser mais evoluído da Terra, recebeu uma resposta tão curta quanto profunda: "Jesus!". Sua lição é não só a pedra angular do Consolador Prometido, da Doutrina dos Espíritos, mas a régua de medida, o referencial universal com que aferiremos o nosso proceder, o nosso avanço ou o nosso recuo no processo de espiritualização que nos propusermos: a visão real do que somos no íntimo de nossa consciência e quão perto ou distante estejamos do amado Mestre Jesus que nos exorta a amarmos uns aos outros como Ele nos amou. (10)

   Amado por uns, odiado por outros, indiferente para muitos, Jesus deixou ensinamentos muito singelos mas profundos, ele aplicou a filosofia que difundia, desconcertando os inimigos gratuitos, granjeando apoios no povo e confundindo os restantes. Aos Espíritas sinceros cumpre não perder de vista essa realidade de suma importância - a total vinculação do Espiritismo com os ensinos de Jesus, o Cristianismo primitivo, pela base moral comum a ambos, sem desvios impostos pelo interesse dos homens.

   Ele vela pela nau terrestre e Se compadece de cada um de nós, facultando-nos recomeço e paz. Cada palavra que o Mestre plasmou na atmosfera terrena dirige-se a todos nós, ontem, hoje e sempre independente de onde possamos estar ou do que fazemos. O Meigo Galileu transcende as dimensões da análise convencional e do grau de desenvolvimento científico, moral ou espiritual do maior dos nossos intelectuais, porquanto Ele já era o construtor de todo o nosso Sistema Solar, quando sequer a vida neste planeta se apresentara.

FONTES DO ESCRITOR:
1- Emmanuel explica que os Capelinos, ao serem recebidos por Jesus, teriam guardado as reminiscências de seu planeta de origem e das promessas do Cristo, que as fortalecera ao longo do tempo, "enviando-lhes periodicamente os seus missionários e mensageiros." Os enviados do infinito falaram na China milenar, no Egito, na Pérsia etc.
2- Kardec, Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed FEB, 2001, Introdução
3- Revista Reformador - jan/2005
4- Mt 13, 16-17.
5- Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 2001, pergunta 625
6- Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 1998, XV, item 2
7- Xavier, Francisco Cândido. Os Mensageiros, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed FEB, 2000, cap. 27)
8- Xavier, Francisco Cândido. Missionário da Luz, Ditado pelo Espírito André Luiz, RJ: Ed FEB 2003, cap. 18
9- Xavier, Francisco Cândido. O Consolador, Ditado pelo Espírito Emmanuel, RJ: Ed FEB 2001, 283 e 327.
10- Revista Reformador - nov/1998

Fonte: Blog Grupo Espírita Renascer (http://www.ger.org.br)

terça-feira, 20 de março de 2012

Resumo dos Principais Pontos da Doutrina Espírita

Autor: Allan Kardec

Os seres que se comunicam designam-se, a si mesmos, como o dissemos, sob o nome de Espíritos ou de Gênios, tendo pertencido, pelo menos alguns, a homens que viveram na Terra. Eles constituem o mundo espiritual, como nós constituímos, durante nossa vida, o mundo corporal.

Resumimos assim, em poucas palavras, os pontos mais importantes da Doutrina que eles nos transmitiram, a fim de respondermos mais facilmente a algumas objeções.

“Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.”

“Criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.”

“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal; os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos.”

“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistindo e sobrevivendo a tudo.”

“O mundo corporal é apenas secundário, poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.”

“Os Espíritos vestem temporariamente um corpo material perecível, cuja destruição pela morte lhes devolve a liberdade.”

“Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá a superioridade moral e intelectual sobre os outros.”

“A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.”

“Há três coisas no homem: 1ª) o corpo ou ser material semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2ª) a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3ª) o laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.

“Assim, o homem tem duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais tem os instintos; pela alma participa da natureza dos Espíritos.”

“O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semi material. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se algumas vezes visível e mesmo tangível, como ocorre no fenômeno das aparições.”

“O Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que somente o pensamento pode conceber; é um ser real, definido, que, em alguns casos, pode ser reconhecido, avaliado pelos sentidos da visão, da audição e do tato.”

“Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais em poder, inteligência, saber e nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros por sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e seu amor ao bem: são os anjos ou Espíritos puros. Os das outras classes não atingiram ainda essa perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maioria das nossas paixões: ao ódio, à inveja, ao ciúme, ao orgulho, etc. Eles se satisfazem no mal; entre eles há os que não são nem muito bons nem muito maus, são mais trapaceiros e importunos do que maus, a malícia e a irresponsabilidade parecem ser sua diversão: são os Espíritos desajuizados ou levianos.”

“Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos melhoram ao passar pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse progresso ocorre pela encarnação, que é imposta a alguns como expiação15 e a outros como missão. A vida material é uma prova que devem suportar várias vezes, até que tenham atingido a perfeição absoluta. É uma espécie de exame severo ou de depuração, de onde saem mais ou menos purificados.”

[...]

Créditos: O Espiritismo

Todo o resumo não foi postado aqui. Para continuar lendo clique aqui => Resumo da Doutrina Espírita

domingo, 7 de agosto de 2011

Entendendo o Câncer pelo Espiritismo

O câncer é uma enfermidade que provoca enorme temor nas pessoas. Em variados casos, não chegam sequer a proferir essa palavra, sob o risco de contrair a doença. Também, há uma tendência a associação do câncer a um estado terminal de vida, como se todo indivíduo com essa enfermidade estivesse condenado a morte.

As contribuições abaixo referem-se a uma tentativa de promover a divulgação e reflexão sobre o assunto a partir da ótica espírita.

O vídeo a seguir é uma entrevista com o Dr. Flávio Consentino que fala do tema "A visão espiritual do câncer", exibido na TV Mundo Maior.  




Para complementar, sem pretender encerrar o assunto, leia um texto de Joanna de Ângelis (espírito), psicografado por Divaldo Pereira Franco, intitulado "Câncer Moral".


Câncer Moral


O mau-humor sistemático - vício de comportamento emocional - gera a irritabilidade que desencadeia inúmeros males no indivíduo, em particular, e no grupo social onde o mesmo se movimenta, em geral. Desconcertando a razão, açula as tendências negativas que devem ser combatidas, fomentando a maledicência e a indisposição de ânimo.

Todos aqueles que o alimentam, transferem-se de um para outro estado de desajuste orgânico e psicológico, dando margem à instalação de doenças psicossomáticas de tratamento complexo como resultados demorados ou nenhuns.

Todas as criaturas têm o dever de trabalhar pelo próprio progresso intelecto-moral, esforçando-se por vencer as más inclinações.

O azedume resulta, também, da inveja mal disfarçada quanto do ciúme incontido.
Atiça as labaredas destruidoras da desavença, enquanto se compraz na observância da ruína e do desconforto do próximo.

Muitas formas de canceres têm sua gênese no comportamento moral insano, nas atitudes mentais agressivas, nas postulações emocionais enfermiças.

O mau-humor é fator cancerígeno que ora ataca uma larga faixa da sociedade estúrdia.  Exteriorização do egoísmo doentio, aplica-se à inglória tarefa de perseguir os que discordam da sua atitude infeliz, espalhando a inquietação com que se arma de forças para prosseguir na insânia que agasalha.

Reveste-te de equilíbrio ante os mal-humorados e violentos, maledicentes e agressivos. Eles se encontram enfermos, sim, em marcha para a loucura que os vence sob o beneplácito da vontade acomodada.

Oscilantes nos estados d’alma, mudam de um para outro episódio de revolta com facilidade, sem qualquer motivo justificável, como se motivo houvesse que justifique a vigência desse verdugo do homem.

Vigia as nascentes dos teus sentimentos e luta com destemor, nas paisagens íntimas, contra o mau-humor. Policia o verbo rude e ácido, mantendo a dignidade interior e poupando-te ao pugilato das ofensas, decorrente do azedume frequente.

Não olvides da gratidão, nas tuas crises de indisposição... O amanhã é incerto.
Aquele a quem hoje magoas será a porta onde buscarás apoio amanhã.
Conquista o título de pacífico ou faze-te pacificador.
Todo agressor torna-se antipático e asfixia-se na psicosfera morbífica que produz.

O Evangelho é lição de otimismo sem limite e o Espiritismo que o atualiza para o homem contemporâneo convida à transformação moral contínua, sem termo, em prol da edificação interior do adepto que se lhe candidata ao ministério.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Do livro: Receita de Paz


Confira outros tópicos clicando aqui:





Também confira outros vídeos. Clique aqui!

Conteúdos Espíritas em vídeos

domingo, 24 de julho de 2011

Terapia do Autoconhecimento

A grande maioria das pessoas já ouviu falar na célebre frase proferida por um sábio da antiguidade “Conhece-te a ti mesmo”. Partindo desse pressuposto e com o objetivo de refletir um pouco mais sobre o assunto propomos a leitura do texto abaixo.


Silencia as ansiedades do sentimento e acalma os tormentos, reflexionando em torno das tuas reais necessidades.

Aprofunda a auto-análise e tem a coragem de te desnudares perante a própria consciência.

Enumera as mais graves emoções perturbadoras e raciocina sobre a sua vigência no teu comportamento.

Enfrente-as, uma a uma, não as justificando sob o desculpismo habitual.

Resolve-te por sanar a situação aflitiva dos teus dias, optando pela aquisição da saúde.

Consciente de que és o que fizeste de ti, e poderás ser o que venhas a fazer de ti próprio, não postergues a decisão do autoencontro.

Enquanto a anestesia da mentira te obnubile o raciocínio transita de um para outro problema, sem que consigas a paz real.

Reunirás valores de fora, que perdem o significado, logo são conseguidos, anelando pelo bem-estar fugidio, que se te anuncia e logo desaparece.

O homem que se conhece possui um tesouro no coração.

O discernimento que o caracteriza é a sua luz acesa no imo, apontando-lhe rumo.
 
Conhecendo a fragilidade da veste carnal, valoriza cada hora e aplica-a bem, vivendo-a intensamente, em cujo comportamento recolherás os melhores frutos.

Cada vez que te resolvas por te autodescobrires, conduze uma proposta de libertação.

Começa pelos vícios sociais da mentira, da maledicência, da calúnia, do pessimismo, da suspeita, passando aos dramas do comportamento, na inveja, no ciúme, no ressentimento, no rancor, no ódio...

Posteriormente, elabora as medidas educativas às dependências, aos alcoólicos, ao tabagismo, às drogas alucinógenas, à luxuria, aos distúrbios de conduta e às investidas das alucinações psicológicas...

Cada passo ser-te-á uma conquista nova. Toda vitória, por pequena que se te apresente, significará um avanço.

Como os condicionamentos são a segunda natureza, em a natureza humana, gerarás hábitos salutares, que te plenificarão por forma de equilíbrio e paz.

Toda terapia eficiente impõe disciplinas saudáveis, às vezes ásperas, cujos resultados chegam, à medida que são utilizadas.  Na do autodescobrimento, a coragem e o interesse pela própria realização facultarão as forças para que não desistas no tentame, nem te entregues à acomodação mental que te informa ser impossível executá-la.

Começa hoje e agora, aguardando que o tempo realize, na cura o ciclo que investiste para que se te instalassem os distúrbios.

MOMENTOS DE ILUMINAÇÃO / JOANNA DE ÂNGELIS / DIVALDO PEREIRA FRANCO

Fonte: Informativo GEAL – Julho de 2011

http://www.geal.org.br/imagem/Julho%202011.pdf


Confira outros tópicos clicando aqui:

GENTILEZAS DIÁRIAS

NORMA DE CONDUTA: EXEMPLO DE JESUS

CELEBRE CADA NOVO DIA

O BEM SILENCIOSO

SER ESPÍRITA



No GMR Espírita você poderá conferir alguns vídeos.
Confira clicando em:  Conteúdos Espíritas em vídeos


sábado, 4 de junho de 2011

Darwin: Criacionismo vs. Evolucionismo


Darwin elaborou a teoria do Evolucionismo, onde assevera que as espécies vivas têm uma origem comum, evoluem e se adaptam, concluindo que o homem é a evolução do macaco, dos quais descendemos.

Esta teoria, hoje amplamente aceita cientificamente, choca-se frontalmente com os escritos bíblicos da Gênesis, que diz que o homem foi criado por Deus na pessoa de um único ser: Adão, e que dele criou Eva, e que ambos povoaram o mundo a partir de aproximadamente 5.800 anos atrás.

Pela teoria de Darwin, o inicio da vida no planeta partiu do aparecimento de animais unicelulares vivendo nas águas dos mares, que foram evoluindo para animais multicelures, e destes para animais mais complexos, passando pelos invertebrados, pelos répteis, anfíbios, animais ovíparos, mamíferos, até chegar ao bicho homem.

Os religiosos de todos os matizes que baseiam suas crenças na Bíblia, notadamente os cristãos tradicionalistas, não aceitam esta teoria, e tentam de todas as formas anatematizar a Darwin.

Em alguns países, principalmente nos Estados Unidos, procuram, inclusive, impedir que a teoria da Origem das Espécies seja ensinada nas escolas.

Alguns mais radicais alegam que Darwin procurou matar a Deus, tirando Dele o status de criador do Universo.

Julgamento apressado e injusto, próximo ao fanatismo religioso.

Ora, Darwin está certo, e os que acreditam no criacionismo também tem a sua parcela de razão no assunto.

O que falta a ambos é uma chave que una ambas as informações.

O Espiritismo trouxe ao mundo esta chave, na publicação do O Livro dos Espíritos, publicado em 1857, curiosamente dois anos antes da publicação do livro de Darwin A Origem das Espécies em 1859.

No capitulo III do livro I, nas perguntas 43 a 49 (Formação dos seres vivos), e nas perguntas de 50 a 54 (Povoamento da Terra. Adão; e Diversidade das Raças Humanas), encontramos as respostas dos espíritos esclarecendo de forma racional o aparecimento da vida no planeta. Por essas respostas se verifica que Darwin concluiu acertadamente.

O aparecimento da vida na terra se deu da forma como Darwin explicou, mas isso não quer dizer que Deus esteja fora disso. Ora, a teoria de Darwin já encontra um mundo formado e apropriado ao aparecimento da vida. Os germens da vida já estavam presentes nos elementos da natureza, e mesmo as leis que regem os desenvolvimentos celulares já estavam plasmadas. E tudo isto existia por quê?

Porque Deus, criador de todas as coisas os fez.

Aí está a união das duas teorias – Criacionismo e Evolucionismo.

Deus criou todas as coisas, mas as fez de forma que evoluíssem gradativamente, racionalmente, do mais simples ao mais complexo, com o auxilio do tempo.

Darwin não está contra Deus, nem Deus está contra Darwin.

Este fenomenal naturalista inglês apenas desvendou para o mundo científico a forma como Deus cria no nosso planeta. E os espíritos corroboraram essas afirmativas do cientista nas respostas do O Livro dos Espíritos citadas acima.

Errado é tentar manter a crença numa alegoria Bíblica, que passou uma informação aos homens de sua época, de acordo com a capacidade de entendimento que possuíam, e na medida dos seus rudimentares conhecimentos das ciências, mas que as pessoas ainda hoje as tomam ao pé da letra, ignorando a lógica e a razão, e principalmente procurando ignorar os achados arqueológicos que confirmaram a presença da criatura humana a cerca de quatro milhões de anos atrás, podendo este número ser aumentado, caso seja achado um outro fóssil anterior a este.

Bem, como a presença de seres humanos foi atestada pela ciência a quatro milhões de anos atrás, como ainda acreditar que todos nascemos de Adão há apenas 5.800 anos atrás?

Existem outras pessoas que independente das questões dogmáticas religiosas, se chocam com a idéia de que seus ancestrais foram animais, os macacos. Eles se acham superiores e indignos de serem apresentados como descendentes de primatas irracionais.

Aí também falta a essas pessoas a chave do Espiritismo.

Conhecessem elas as leis naturais trazidas pela Doutrina Espírita, que esclarecem que todos somos criados simples e ignorantes e que todos evoluímos de espécies mais simples para as mais avançadas, não se chocariam, e conseguiriam compreender e aceitar.

A chave é a reencarnação.

Nos livros da doutrina (espírita)*, aprendemos que a evolução do ser se processa desde os elementos mais simples, passando pelos reinos mineral, vegetal, animal e hominal, e que o ser ainda prossegue evoluindo por milhares de reencarnações até dispensar a vida em corpos físicos, passando daí a evoluir apenas na vida espiritual, por toda a eternidade, pois a evolução não cessa nunca.

Então fica fácil entender a nossa atual situação. Pelo mecanismo da reencarnação passamos de seres simples, irracionais, ignorantes para seres cada vez mais evoluídos, consoante nosso esforço em avançar. Se hoje somos seres racionais já muito evoluídos em relação aos homens da caverna, é porque elaboramos a nossa evolução e aprimoramento através dos séculos e milênios, nascendo e renascendo muitas vezes.

Nada mais simples e lógico, não acham?


Site Dupla Vista – Uma semente espírita
Por Henrique Fracalanza

* Grifo nosso
 


 No GMR Espírita você poderá conferir alguns vídeos. Confira clicando em:  http://gespiritagmr.blogspot.com/p/videos-com-conteudos-espiritas.html

quarta-feira, 27 de abril de 2011

DESENCARNAÇÃO DE CRIANÇAS- PARTE 1

Em virtude do desencarne do filho de um grande amigo, ainda recém-nascido, provocado por enfermidade grave, levantamos a proposta de reflexão sobre o assunto. Sempre! Sempre! nos questionamos o porquê do desencarne prematuro das crianças.  Perguntamos se a sensação de perda é maior do que de uma pessoa que já convivemos a bastante tempo?  Ou dói ainda mais pelo fato de haver muitas expectativas, projetos para aquele ser em formação? Propomos discutir esse assunto visto fazermos parte de um todo que nos trata com igualdade e, por isso mesmo, há sempre a possibilidade de que nos aconteça algo semelhante ou mesmo com alguma pessoa muito próxima, como um familiar, por exemplo.

Rogamos ao Mestre Jesus que receba, ampare e abençoe esse anjinho que retorna a sua verdadeira pátria. Também fortaleça e console seus genitores pelo momento difícil porque passam.
 
 
O DESENCARNE NA INFÂNCIA

Por Marco Túlio Michalick


Apesar de ser extremamente dolorosa a perda de um filho pequeno, pense nele sempre com carinho e envie vibrações de amor eterno.

Apenas quem já perdeu um filho na infância pode descrever a dor que se sente neste momento tão doloroso. Como se o mundo girasse ao seu redor, você pensa estar vivendo um pesadelo e que, ao acordar, tudo voltará ao normal. Mas a realidade se mantém e você não entende o porquê de estar acontecendo tudo aquilo. Chega a duvidar da justiça divina e as perguntas constantes permanecem: Por que meu filho se foi tão jovem, cheio de vida, com um futuro promissor? Por que eu não fui em seu lugar? As indagações são muitas, mas a resposta só vem com o tempo.

A família tem que estar muito unida em um momento como esse. A religião é um bálsamo para a dor que, em certos dias, parece ser infinita. Temos que ser fortes e acreditar que nada acontece por acaso. A revolta e o descrédito em Deus não são justos. Há momentos na vida em que precisamos passar por determinadas experiências, para que possamos ter uma visão de vida diferente da que temos atualmente.

O desencarne de uma criança comove até as pessoas que mal conhecemos. Richard Simonetti descreve em seu livro "Quem tem medo da morte?": "O problema maior é a teia de retenção formada com intensidade, porquanto a morte de uma criança provoca grande comoção, até mesmo em pessoas não ligadas a ela diretamente. Símbolo da pureza e da inocência, alegria do presente e promessa para o futuro, o pequeno ser resume as esperanças dos adultos, que se recusam a encarar a perspectiva de uma separação".


LAMENTAR A PERDA PREJUDICA O ESPÍRITO

As lamentações, o choro e a fixação no ente querido que desencarnou prejudicam sua reabilitação no plano espiritual, fazendo com que ele sofra vendo tamanho desespero de seus familiares. A oração é o melhor remédio para todos. Pedir a Deus que proteja e auxilie seu filho no plano espiritual é a maneira correta de lhe fazer o bem.

Reviver a tragédia que ocorreu no plano terrestre pode ser um martírio, pois, no plano espiritual, há toda uma equipe de trabalhadores dando o suporte necessário ao desligamento do espírito do aparelho físico. Além do mais, conforme explica Simonetti, "o desencarne na infância, mesmo em circunstâncias trágicas, é bem mais tranquilo, porquanto nessa fase o espírito permanece em estado de dormência e desperta lentamente para a existência terrestre. Somente a partir da adolescência é que entrará na plena posse de suas faculdades".

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: "Por que a vida frequentemente é interrompida na infância"? A resposta dos espíritos é a seguinte: "A duração da vida de uma criança pode ser, para o espírito que está nela encarnado, o complemento de uma existência interrompida antes de seu termo marcado e sua morte, no mais das vezes, é uma prova ou uma expiação para os pais".

Ernesto Bozzano, em Enigmas da Psicometria, escreve que não são desconhecidos os casos de mortes infantis nos quais o espírito já tenha progredido bastante para suprimir uma provação, mergulhando na Terra só com a finalidade de se revestir de elementos fluídicos indispensáveis ao perispírito desejoso de se preparar para a próxima reencarnação.

Com o tempo, você vai encontrando respostas para suas indagações. A lembrança daquele filho que se foi talvez nunca sairá de sua mente, mas sempre que pensar nele, pense com carinho, enviando boas vibrações, para que, onde ele se encontrar, possa sentir todo o amor que você emana.


REENCONTRO NO PLANO ESPIRITUAL

Em entrevista publicada na edição nº 11 da Revista Cristã de Espiritismo, Mauro Operti, quando perguntado sobre que mensagem daria às pessoas que perderam seus entes queridos e acreditam que nunca mais irão encontrá-los, respondeu:

"Para estas pessoas eu diria que Deus não cometeria esta maldade de separar definitivamente dois seres que se amam. A essência da vida é o outro. Por que Deus juntaria num breve tempo de uma existência duas criaturas que se sentem felizes de estar juntas e depois as separaria pela eternidade? A certeza da sobrevivência que a prática espírita garante às criaturas está acompanhada da certeza da reunião daqueles que se amam depois da perda do corpo físico. Esta é a maior consolação que poderíamos desejar, mas não é só uma consolação piedosa, é uma certeza proveniente da vivência que, aos poucos, vai nos tornando mais seguros e menos propensos às crises de ansiedade e aflição que são tão comuns às pessoas hoje em dia. Temos certeza e sabemos, não apenas acreditamos".

O Evangelho Segundo o Espiritismo diz que, quando Jesus falou "deixai vir a mim as criancinhas", Ele se referia ao fato de que "a pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade, excluindo todo pensamento egoísta e orgulhoso". Explica ainda que "é por isso que Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como a tinha tomado para o da humildade. Somente um espírito que tivesse atingido a perfeição poderia nos dar o modelo da verdadeira pureza. Mas a comparação é exata do ponto de vista da vida presente, pois a criança, não podendo ainda manifestar nenhuma tendência perversa, oferece-nos a imagem da inocência e da candura. Além disso, Jesus não diz de maneira absoluta que o reino de Deus é para elas, mas sim para aqueles que se lhes assemelham".



Fonte: Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas
http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2660&catid=81
 
Confira outros tópicos relacionados clicando aqui:

VISÃO ESPÍRITA DA MORTE
A MORTE DÓI?


MORTE E RENOVAÇÃO

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

AS GERAÇÕES FUTURAS

domingo, 17 de abril de 2011

VIOLÊNCIA

A postagem anterior fez uma referência a uma atitude violenta. Por essa razão estamos postando estes dois pequenos vídeos, aos quais o Orador Espírita Raul Teixeira aborda o tema "Violência" no Programa Transição.


Programa Transição, transmitido pela Rede TV, 01 de agosto de 2010. Tema: Violência. Convidado: Raul Teixeira



Se não conseguir assistir clique em:  http://www.programatransicao.tv.br/programas/programa96.html


Confira outros tópicos clicando aqui:

REPENSANDO OS ASSASSINATOS EM REALENGO/RJ

terça-feira, 12 de abril de 2011

Repensando os Assassinatos em Realengo/RJ


   Esta abordagem visa propor uma reflexão sobre uma conduta assassina e o resgate coletivo no caso da tragédia numa escola pública no bairro de Realengo, município do Rio de Janeiro, nesse mês de abril de 2011. Não tem o propósito de inocentar o criminoso ou mesmo de descriminalizar a conduta. Muito menos de representá-lo perante a justiça dos homens ou de Deus. Essas não são as propostas reais dessa abordagem subjetiva.


  Vivemos numa era de muitos sofrimentos no planeta. São inúmeras as possibilidades de nos tornarmo-nos pessoas infelizes, deprimidas, desacreditadas de um mundo melhor. Para qualquer lado que olhemos conseguimos enxergar prontamente a violência, a tristeza, a miséria e o sofrimento. Apenas para ilustrar, a indústria do crime e do sofrimento alheio tem proporcionado ascensão e sucesso de boa parte, senão da maioria, dos meios de comunicações no Brasil e no mundo. E, como não poderia deixar de ser, esse caso dos assassinatos em série também tem rendido muitos lucros à imprensa escrita, falada e televisiva.

   Compadecemo-nos com as vítimas dessa tragédia, que não são apenas os alunos e alunas feridas ou falecidas, mas, também, seus familiares e toda a sociedade que sofre com o caso. Atitudes como a desse atirador revela ausência de lucidez e provoca uma sensação de revolta e de insegurança em cada um de nós.

   Desde que pensemos nessa atitude tresloucada apenas do ponto de vista físico, pensada e elaborada objetivando aniquilação, destruição e morte, não conseguiremos remontar, ou melhor, entender as causas com que fizeram chegar a esse desfecho sombrio, com cenas dignas de filme de terror.
Toda ação provoca uma reação, preconizava Isaac Newton, embora o caso em tela não se enquadre completamente a sua teoria. Investigadores e especialistas do comportamento humano procuram razões para essa ação doentia, ao qual levou a vitimização de várias crianças e adolescentes.  Sinalizam que deve ter origem nas ocasiões de violência física ou psicológica, mais conhecidas como bullying, no período escolar. Essas “brincadeirinhas de mau gosto” alimentaram um desvio de personalidade, fazendo florescer o gérmen do ódio, gerando um sentimento de vingança não superado ao longo dos tempos. Existe uma máxima que diz: “cada cabeça é um mundo”, e o mundo enfermo desse rapaz conseguiu apenas  processar aquelas informações sob a forma de violência, tal qual como aconteceu, aliada, é lógico, de uma obsessão, a falta de referência fraterna ou de religiosidade cristã mesmo. Isso é tão grave que devemos direcionar esse assunto para discussões nas escolas, nos meios formadores de opinião, e na família, enquanto célula, base para uma sociedade mais saudável e humana.

  Embora atitudes como essa nos choquem pela frieza e desumanidade, olhando do ponto de vista carnal, é importante nos determos um pouco sob reflexão pela ótica espiritual ou espírita.

   Segundo Paulo, em cartas aos Romanos (2,6), afirma: “Deus há de retribuir à cada um segundo suas obras”. Jesus também afirma em Mateus (5,26): “Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás daqui enquanto não pagares o último ceitil”. Olhando sob o prisma espiritual todos nós temos débitos diante da vida – entenda-se aqui a vida plena, vida espiritual, imorredoura, aquela pregada pelas religiões – e colhemos os frutos daquilo que semeamos em nossas existências. Ora, se o aniquilamento é apenas do corpo físico e espiritualmente continuamos a viver! E sendo Deus soberanamente justo e bom! Logo concluímos que recebemos de volta aquilo que enviamos para o universo, uma espécie de efeito bumerangue. Isso é da Lei Natural, a Lei de Deus. Com isso, pode representar até uma punição aos nossos olhos, porém caracteriza-se como a chance de sentirmos o que o outro sentiu em determinada ocasião, ou seja, se fizemos outra pessoa sofrer, iremos sofrer de alguma maneira, mas, ao tornarmos felizes os nossos semelhantes, sentiremos a mesma sensação, que não necessariamente terá que ser no mesmo momento ou ainda nesta existência carnal. Também representa a oportunidade de progredir moralmente em razão da superação da faltas e da dor.  Em o Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo - 1ª parte, capítulo IX (Allan Kardec), está escrito o seguinte texto: “Admitindo a falibilidade dos homens, a punição é consequência, aliás justa e natural, da falta; mas se admitirmos concomitantemente a possibilidade do resgate, a regeneração, a graça, após o arrependimento e a expiação, tudo se esclarece e se conforma com a bondade de Deus. Ele sabia que errariam, que seriam punidos, mas sabia igualmente que tal castigo temporário seria um meio de lhes fazer compreender o erro, revertendo enfim em benefício deles”. Contudo, o mais novo entendimento é que Deus não castiga a ninguém, porque não se ressente, mas dá a cada um a oportunidade aprender com os próprios erros, constituindo-se para nós a reparação como algo doloroso, castigo.

   A partir daí, sem pretender por fim ao assunto, mas apenas traçar um viés a trama, aquelas crianças e adolescentes tiveram a grandiosa oportunidade de reparação por alguns débitos pendentes perante a Lei. Sem, no entanto, contraírem novos débitos, conseguiram ressarcir dividendos que por ventura ainda estivam ativos. Sem olharmos pelo ângulo do espírito inferiremos que Deus estaria sendo injusto para com esses seus filhos que não tiveram tempo de cometer atrocidades de tal porte, ou então, Ele(Deus) não seria detentor de todos os poderes, visto não ter condições para intervir nesse caso a ponto de impedir tamanha atrocidade.

  Amigos, todos nós temos débitos para com a Lei Natural e para com o próximo. Não fosse assim, qual a necessidade de vivermos em sociedade. O que precisamos mesmo é reprimir nossas más inclinações, viver em retidão de consciência, ajuizadamente, e amarmo-nos uns aos outros, assim como pregou o Mestre Jesus. Se o memento nos faz refletir sobre a paz, tão necessária e almejada por todos, aceitemos ao convite do cantor e compositor Nando Cordel, transformando em canção: “A Paz no Mundo, Começa em Mim...”

Muita paz!

Confira textos semelhantes clicando em:

A MORTE DÓI?

MORTE E RENOVAÇÃO

VISÃO ESPÍRITA DA MORTE

CONVERSANDO SOBRE SUICÍDIO