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quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Espírito após a Morte



A separação da alma e do corpo é dolorosa?

- Não; o corpo, frequentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte: neste a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.
(O Livro dos Espíritos, questão 154)


No mundo espiritual, após tomar consciência de si mesmo, o espírito avalia a trajetória que cumpriu na terra.

A maioria, quase sempre, recrimina-se pelas oportunidades de aprendizado que não soube valorizar no corpo.

Lamenta o tempo que deixou se escoasse em vão...

Entristece-se pelas picuinhas nas quais se embaraçou...

Aborrece-se pela falta de maior prudência em determinados lances da vida...

Reconhece os excessos cometidos, não raro, por ter gracejado em demasia com as coisa que deveria encarar com maior seriedade...

Admite as invigilâncias verbais com as quais acabou se compromentendo...

Sobretudo, observa que a lei Divina permitiu que ele agisse consoante a sua liberdade de escolha, não o constrangendo a ser o que era e o que não procurou ser.

Então, arrependido de seus equívocos – muitos deles ingênuos – procura fortalecer-se o quanto possível, traçando novas metas para o futuro.

Renova-se em seus propósitos de viver com maior maturidade...

De não deixar escapar, em nova existência na carne, a oportunidade de seu útil aos semelhantes...

De estudar e aprender...  De redimir-se, enfim!

É sempre com esse propósito que o espírito consciente retorna a experiência física, sob o aval das entidades que o assistem e tutelam na empreitada por ele delineada.

Todavia, sob o véu do esquecimento, se não agir com determinação e coragem, o espírito tenderá a repetir os mesmos erros de outrora...

É que ninguém se modifica apenas à custa de palavras!

Hábitos cultivados ao longo dos séculos não se substituem de uma hora para outra.

Tendências e inclinações infelizes não se vencem sem espírito de renúncia e sacrifício.

Espírito algum se sobrepõe à influência perniciosa do meio ambiente, sem que sejam outros os seus valores.

Por falta de tomada de uma consciência profunda, a respeito de suas reais necessidades, para muitos espíritos, a reencarnação é uma experiência que se repete com um mínimo de aproveitamento.

É impressionante o quase absoluto desconhecimento do homem a respeito de sua essência espiritual, estando o espírito lidando com a razão na terra há cerca de 40.000 anos.

Infelizmente, somos forçados a concluir que o espírito humano ainda não passa de crisálida, longe da metamorfose que lhe permitirá alçar voos mais altos na direção do infinito.

Extraído do Livro: Segundo “o Livro dos Espíritos”,
Texto ditado pelo Irmão José (espírito),
Psicografado por Carlos A. Baccelli.

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domingo, 22 de maio de 2011

A Morte do Terrorista II

Atiçamento da MaldadeO terrorismo não acabou.

Quisera nós que ao “eliminar” um homem estivesse se eliminando a raiz do próprio mal, mas não é assim que acontece. Pelo contrário, se atiçou, ainda mais, a corrente do mal na Terra.

Bin Laden representa um ícone do mal entre nós, tornou-se um símbolo da maldade depois daquilo que coordenou quando matou milhares nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Bin Laden, no entanto, é um, entre milhares, que coordenam o mal na Terra. É isso mesmo. Vocês soltaram Bin Laden para que ele possa, do lado de cá da vida, comandar seus exércitos sem precisar se esconder, esta é a realidade, meus irmãos.

Primeiro é importante dizer que não se fez justiça, como bem escreveu meu bom amigo Boff, se fez vingança, se pagou com o mesmo preço aquilo que ele promoveu a milhares. Não é assim que se faz quem é seguidor das orientações de Nosso Senhor Jesus Cristo. Senhor Obama fez mal ao retribuir com a mesma moeda, com o dente por dente, em seu ato criminoso. Mas é assim, infelizmente, que pensa boa parte da humanidade.

Repito, meus irmãos, o mal foi atiçado. As raízes da maldade na Terra já se mexeram para dar o troco, esperem. De nossa parte cabe orar e pedir a Deus que se desarticule muitos dos momentos sombrios que a Terra passará e cremos na Sua justiça maior que não haverá de permitir que sangue seja derramado inadvertidamente. Aliás, sangue algum de preferência.

É preciso, irmãos, orar. A oração gera uma energia tal que mobiliza forças inimagináveis. Outra postura é fazer o bem, é responder no dia a dia as ofensas recebidas com o bem. Responder à altura as injustiças, mas com a perspectiva do bem em nossos atos e palavras. Nunca retribuir o mal com o mal, firmeza não pode ser confundida com destemor para a maldade.

Orem pelo País, orem sempre para o mundo, assim, ajudaremos a reverter a manifestação da maldade entre nós.

Faça a sua parte, o mundo naturalmente agradecerá.

Em paz,

Helder Câmara

CÂMARA, Helder (Espírito). Atiçamento da Maldade. O terrorismo não acabou. Disponível em: http://domdapaz.blogspot.com/2011/05/o-terrorismo-nao-acabou.html  Postado às 03h56 de 08/05/11. Acessado às 09h00 de 22/05/2011.

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domingo, 15 de maio de 2011

A Morte do Terrorista

   Nessas últimas semanas, verificamos a repercussão mundial da morte de Osama Bin Laden. Percebemos que a população estadunidense, e de muitos outros países do globo, sentiram a alma lavada pela operação militar que culminou com a desencarnação desse extremista sanguinário, ao qual se apresentava como inimigo ferrenho do país mais poderoso do planeta. A todo e qualquer momento jornalístico éramos compelidos a refletir sobre o desencarne do terrorista face ao bombardeio de informações que nos eram direcionadas. Por essas razões, vieram questionamentos do tipo: será que mataram Bin Laden mesmo? Cadê a comprovação de que ele morreu mesmo! Outras pessoas se perguntaram: Será que tudo se acaba com a morte? O que é a morte afinal? 

   Tentar responder a essas últimas perguntas em poucas palavras não é tarefa fácil, mas vamos tentar com a ajuda da Codificação e da vasta literatura espírita.

   A morte é um fenômeno que acomete a todos os indivíduos, sem distinção de raça, sexo, posição social, credo, inclusive em outros reinos da criação, carregando consigo a proposta da renovação. Ora! Se olharmos a morte apenas sob o pondo de vista físico, material, nenhuma razão encontramos nela, como se viéssemos à terra apenas a passeio, em oportunidade única, sem nenhum objetivo elevado.

   Afirma Allan Kardec na obra O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo, que Afeições caras, inteligência, progresso, saber laboriosamente adquiridos, tudo despedaçado, tudo perdido! De nada nos serviria, portanto, qualquer esforço no sofreamento das paixões, de fadiga para nos ilustrarmos, de devotamento à causa do progresso, desde que de tudo isso nada aproveitássemos, predominando o pensamento de que amanhã mesmo, talvez, de nada nos serviria tudo isso.”Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ainda na introdução, Kardec elenca alguns pensamentos socráticos e um deles registrado no Item IX afirma o seguinte: “Se a morte fosse a dissolução completa do homem, muito ganhariam com a morte os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, da alma e dos vícios.”2

   Mas, se olharmos a morte sob o prisma  espiritualista, ou seja, em que cada indivíduo sobrevive, de alguma forma, a cessação da atividade orgânica, então passamos a entender a morte como desencarnação de algo que animava aquele corpo, sendo esse algo o espírito. Com isso, verifica-se que a vida se sobrepõe a vida e a morte aniquila-se por si mesma. Dizemos que o Espiritismo matou a morte!

   A desencarnação não é a destruição absoluta dos seres, mas uma transição essencial aos indivíduos e ao planeta. Os desencarnados nada mais são do que os espíritos daquelas pessoas que viveram na terra e, ao passar para a vida espiritual, continuam com suas ideologias, sentimentos e vontades próprias. No livro Doutrina Viva, especificamente no texto com título Além da Morte (pág. 265), está escrito: Além da morte do corpo, a Vida (sic) prossegue a nos requisitar coerência – nossa harmonização com a própria consciência. [...] Neste Outro Lado (sic), o homem ainda é o que é! A desencarnação não nos promove mudanças radicais. Continuamos a nos sentir tão humanos quanto somos.”3

   Acontece que somos todos espíritos, possuidores de corpos físicos que possibilitam interação material a fim de promover entre nós o aprimoramento intelecto-moral e o aperfeiçoamento das condições de vida no planeta. Infelizmente nem sempre estamos dispostos a colaborar com as leis que nos regem e nos posicionamos, quase que diariamente, de forma a contrariá-las. Basta refletir um pouco o quanto temos agredido o planeta com atitudes antiambientais; o quanto violamos os códigos morais deixados por Jesus na ocasião de sua passagem pela terra e registrados posteriormente pelos evangelistas; o quanto desintegramos pensamentos de elevado teor fraternal e solidário. E, dependendo das nossas posturas perante as outras pessoas, tornamo-nos símbolos de uma sociedade, santificados por reconhecimento, criminosos, terroristas, bons, maus, etc.

   A maneira como vivemos atualmente dirá como seremos depois de desencarnados, enquanto que a felicidade ou a infelicidade na vida espiritual depende muito do nosso comportamento de hoje, traduzidas nas nossas responsabilidades ou irresponsabilidades perante a vida na terra, grandiosa oportunidade de promover nosso avanço na escala divina. Concluímos que não há saltos qualitativos na psiquê dos indivíduos porque mudaram seus padrões de interação pela desencarnação, muitas vezes permanecem por longos tempos disseminando o terror, a discórdia, a criminalidade e a miséria por onde passam, e isso o identifica nas escalas inferiores da espiritualidade. Não nos esqueçamos que a vida é um processo progressivo contínuo, sem retroação, contudo, comumente decidimos estacionar na escala evolutiva e os Céus, por respeitar nosso livre arbítrio, concede-nos sempre outras oportunidades, a fim de que nos posicionemos novamente a caminho da luz.

Bibliografia:
1 KARDEC, Allan. Tradução de Manuel Justiniano Quintão. O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina Segundo o Espiritismo. 40ª edição. Brasília: Departamento gráfico da FEB, 1995.
2 KARDEC, Allan. Tradução de Salvador Gentile. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 179ª edição. Araras, SP: IDE, 1994.
3 XAVIER, Francisco Cândido [espírito]; [Psicografado por] Carlos A. Baccelli. Doutrina Viva. Votuporanga, SP: Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”, 2008.
JOSÉ, Irmão [espírito]; [Psicografado por] Carlos A. Baccelli. Segundo o Livro dos Espíritos. Votuporanga, SP: Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier”, 2009.

Texto elaborado por Altino Ventura da Silva Júnior
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domingo, 1 de maio de 2011

DESENCARNAÇÃO DE CRIANÇAS - PARTE 2

CAUSAS DAS MORTES PREMATURAS

Como explicar a situação da criança, cuja vida material se interrompe? E por que esse fato ocorre? Duas indagações que surgem naturalmente ao nos depararmos com a morte na infância.

Allan Kardec [Livro dos Espíritos – questão nº199] registra o pensamento dos Espíritos Superiores:
"A duração da vida da criança pode ser, para seu Espírito, o complemento de uma vida interrompida antes do tempo devido, e sua morte é frequentemente uma prova ou uma expiação para os pais."

Observamos pelo exposto que a morte prematura está quase sempre vinculada a erro grave de existência pretérita: almas culpadas que transgrediram a Lei geral que vige os destinos da criatura e retornam à carne para recomporem a consciência ante o deslize. São, muitas vezes, ex-suicídas (conscientes ou inconscientes) que necessitam do contato com os fluidos materializados do planeta, para refazerem a sutil estrutura eletromagnética de seu corpo espiritual.

Lembram ainda os Benfeitores que os pais estão igualmente comprometidos com a Lei de Causa e Efeito e, na maioria das vezes, foram cúmplices ou causadores indiretos da falta que gerou o sofrimento de hoje.

Emmanuel [Criança no Além-prefácio] afirma: "Porque a desencarnação de crianças, vidas tolidas em flor?

Muitos problemas observados exclusivamente do lado físico, assemelha-se a enigmas de solução impraticável; entretanto, examinados do ponto de vista da imortalidade e do burilamento progressivo da alma, reconhecer-se-á que o Espírito em evolução pode solicitar conscientemente certas experiências ou ser induzido a ela em benefício próprio. Nas realizações terrestres, é comum a vinculação temporária de alguém a determinado serviço por tempo previamente considerado.

Há quem renasça em limitado campo de ação para trabalho uniforme em decênios de presença pessoal e há quem se transfira dessa ou daquela tarefa para outra, no curso da existência, dependendo, para isso, de quotas marcadas de tempo. Encontramos amigos que efetuam longos cursos de formação profissional em lugares distantes do recanto em que nasceram e outros que se afastam, a prazo curto, da paisagem que lhes é própria, buscando as especializações de que se observam necessitados. E depois destes empreendimentos concluídos, através de viagens que variam de tipo, segundo as escolhas que façam, ei-las de regresso aos locais de trabalho em cuja estruturação se situam.

Esta é a imagem a que recorremos para que a desencarnação de crianças seja compreendida, no plano físico, em termos de imortalidade e reencarnação."

Casos, no entanto, existem que não estão inseridos no processo de Ação e Reação e configuram sim, ações meritórias de Espíritos missionários que renascem para viverem poucos anos em contato com a carne em função de tarefas espirituais. 

É o que afirma André Luiz:
"Conhecemos grandes almas que renasceram na Terra por brevíssimo prazo, simplesmente com o objetivo de acordar corações queridos para a aquisição de valores morais, recobrando, logo após o serviço levado a efeito, a expectativa apresentação que lhes era costumeira."

CRIANÇAS NO PLANO ESPIRITUAL

Com relação à posição espiritual dos Espíritos que desencarnam na infância, André Luiz informa-nos que todos eles são recolhidos em Instituições apropriadas, não se encontrando Espíritos de crianças nas regiões umbralinas.

Há inúmeras descrições espirituais de Escolas, parques, colônias e instituições diversas consagradas ao acolhimento e amparo às crianças que retornam do Planeta através da desencarnação.

Chico Xavier, analisando a situação espiritual e o grau de lucidez desses Espíritos diz:
"Os benfeitores espirituais habitualmente nos esclarecem que a criança desencarnada no Mais Além, recobra parcialmente valores da memória, quando na condição de Espírito, tenha já entesourado alta gama de conhecimentos superiores, com pouco tempo depois da desencarnação, conseguindo, por isso, formular conceitos e anotações de acordo com a maturidade intelectual adquirida com laborioso esforço.

O mesmo não acontece com o Espírito que ainda não adquiriu patrimônio de experiência mais dilatados, seja por estar nos primeiros degraus da evolução humana ou por essência de aplicação pessoal ao estudo e a observação dos acontecimentos.

Para o Espírito nesse estágio, o desenvolvimento na vida espiritual é semelhante ao que se verifica no plano físico em que o ser humano é compelido a aprender vagarosamente as lições da existência e adiantar-se gradativamente, conforme as exigências do tempo."

André Luiz [Entre a Terra e o Céu] vai pronunciar-se da mesma forma: "Acreditamos que o menino desencarnado retoma, de imediato, a sua personalidade de adulto ... Em muitas situações, é o que acontece quando o Espírito já alcançou elevado estágio evolutivo.

Contudo, para a grande maioria das crianças que desencarnaram, o caminho não é o mesmo. Almas ainda encarceradas no automatismo inconsciente, acham-se relativamente longe do autogoverno. Jazem conduzidos pela Natureza, à maneira de criancinhas no colo materno. É por esse motivo que não podemos prescindir de períodos de recuperação, para que se afasta do veículo físico, na fase infantil."

QUADRO XII - Morte Prematura – Possibilidades

- Assumir a forma da última existência
- Conservar a forma infantil que vai se desenvolvendo à semelhança do que ocorre na Terra
- Reencarnar pouco tempo depois do falecimento

Bibliografia
1) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
2) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
3) Entre a Terra e o Céu - André Luiz/Chico Xavier
4) Resgate e Amor - Tiaminho/Chico Xavier
5) Escola no Além - Cláudia/Chico Xavier
6) Crianças no Além - Marcos/Chico Xavier
Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

Texto extraído do site AMALUZ em http://www.amaluz.net/prematura.htm 

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

DESENCARNAÇÃO DE CRIANÇAS- PARTE 1

Em virtude do desencarne do filho de um grande amigo, ainda recém-nascido, provocado por enfermidade grave, levantamos a proposta de reflexão sobre o assunto. Sempre! Sempre! nos questionamos o porquê do desencarne prematuro das crianças.  Perguntamos se a sensação de perda é maior do que de uma pessoa que já convivemos a bastante tempo?  Ou dói ainda mais pelo fato de haver muitas expectativas, projetos para aquele ser em formação? Propomos discutir esse assunto visto fazermos parte de um todo que nos trata com igualdade e, por isso mesmo, há sempre a possibilidade de que nos aconteça algo semelhante ou mesmo com alguma pessoa muito próxima, como um familiar, por exemplo.

Rogamos ao Mestre Jesus que receba, ampare e abençoe esse anjinho que retorna a sua verdadeira pátria. Também fortaleça e console seus genitores pelo momento difícil porque passam.
 
 
O DESENCARNE NA INFÂNCIA

Por Marco Túlio Michalick


Apesar de ser extremamente dolorosa a perda de um filho pequeno, pense nele sempre com carinho e envie vibrações de amor eterno.

Apenas quem já perdeu um filho na infância pode descrever a dor que se sente neste momento tão doloroso. Como se o mundo girasse ao seu redor, você pensa estar vivendo um pesadelo e que, ao acordar, tudo voltará ao normal. Mas a realidade se mantém e você não entende o porquê de estar acontecendo tudo aquilo. Chega a duvidar da justiça divina e as perguntas constantes permanecem: Por que meu filho se foi tão jovem, cheio de vida, com um futuro promissor? Por que eu não fui em seu lugar? As indagações são muitas, mas a resposta só vem com o tempo.

A família tem que estar muito unida em um momento como esse. A religião é um bálsamo para a dor que, em certos dias, parece ser infinita. Temos que ser fortes e acreditar que nada acontece por acaso. A revolta e o descrédito em Deus não são justos. Há momentos na vida em que precisamos passar por determinadas experiências, para que possamos ter uma visão de vida diferente da que temos atualmente.

O desencarne de uma criança comove até as pessoas que mal conhecemos. Richard Simonetti descreve em seu livro "Quem tem medo da morte?": "O problema maior é a teia de retenção formada com intensidade, porquanto a morte de uma criança provoca grande comoção, até mesmo em pessoas não ligadas a ela diretamente. Símbolo da pureza e da inocência, alegria do presente e promessa para o futuro, o pequeno ser resume as esperanças dos adultos, que se recusam a encarar a perspectiva de uma separação".


LAMENTAR A PERDA PREJUDICA O ESPÍRITO

As lamentações, o choro e a fixação no ente querido que desencarnou prejudicam sua reabilitação no plano espiritual, fazendo com que ele sofra vendo tamanho desespero de seus familiares. A oração é o melhor remédio para todos. Pedir a Deus que proteja e auxilie seu filho no plano espiritual é a maneira correta de lhe fazer o bem.

Reviver a tragédia que ocorreu no plano terrestre pode ser um martírio, pois, no plano espiritual, há toda uma equipe de trabalhadores dando o suporte necessário ao desligamento do espírito do aparelho físico. Além do mais, conforme explica Simonetti, "o desencarne na infância, mesmo em circunstâncias trágicas, é bem mais tranquilo, porquanto nessa fase o espírito permanece em estado de dormência e desperta lentamente para a existência terrestre. Somente a partir da adolescência é que entrará na plena posse de suas faculdades".

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta: "Por que a vida frequentemente é interrompida na infância"? A resposta dos espíritos é a seguinte: "A duração da vida de uma criança pode ser, para o espírito que está nela encarnado, o complemento de uma existência interrompida antes de seu termo marcado e sua morte, no mais das vezes, é uma prova ou uma expiação para os pais".

Ernesto Bozzano, em Enigmas da Psicometria, escreve que não são desconhecidos os casos de mortes infantis nos quais o espírito já tenha progredido bastante para suprimir uma provação, mergulhando na Terra só com a finalidade de se revestir de elementos fluídicos indispensáveis ao perispírito desejoso de se preparar para a próxima reencarnação.

Com o tempo, você vai encontrando respostas para suas indagações. A lembrança daquele filho que se foi talvez nunca sairá de sua mente, mas sempre que pensar nele, pense com carinho, enviando boas vibrações, para que, onde ele se encontrar, possa sentir todo o amor que você emana.


REENCONTRO NO PLANO ESPIRITUAL

Em entrevista publicada na edição nº 11 da Revista Cristã de Espiritismo, Mauro Operti, quando perguntado sobre que mensagem daria às pessoas que perderam seus entes queridos e acreditam que nunca mais irão encontrá-los, respondeu:

"Para estas pessoas eu diria que Deus não cometeria esta maldade de separar definitivamente dois seres que se amam. A essência da vida é o outro. Por que Deus juntaria num breve tempo de uma existência duas criaturas que se sentem felizes de estar juntas e depois as separaria pela eternidade? A certeza da sobrevivência que a prática espírita garante às criaturas está acompanhada da certeza da reunião daqueles que se amam depois da perda do corpo físico. Esta é a maior consolação que poderíamos desejar, mas não é só uma consolação piedosa, é uma certeza proveniente da vivência que, aos poucos, vai nos tornando mais seguros e menos propensos às crises de ansiedade e aflição que são tão comuns às pessoas hoje em dia. Temos certeza e sabemos, não apenas acreditamos".

O Evangelho Segundo o Espiritismo diz que, quando Jesus falou "deixai vir a mim as criancinhas", Ele se referia ao fato de que "a pureza do coração é inseparável da simplicidade e da humildade, excluindo todo pensamento egoísta e orgulhoso". Explica ainda que "é por isso que Jesus toma a infância como símbolo dessa pureza, como a tinha tomado para o da humildade. Somente um espírito que tivesse atingido a perfeição poderia nos dar o modelo da verdadeira pureza. Mas a comparação é exata do ponto de vista da vida presente, pois a criança, não podendo ainda manifestar nenhuma tendência perversa, oferece-nos a imagem da inocência e da candura. Além disso, Jesus não diz de maneira absoluta que o reino de Deus é para elas, mas sim para aqueles que se lhes assemelham".



Fonte: Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas
http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2660&catid=81
 
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Conversando sobre suicídio

   O filme "As mães de Chico Xavier" nos chama a atenção para algumas situações que tem como conclusão a morte do corpo físico. Contudo, nos alerta sobre uma prática covarde de tentativa de aniquilamento da própria vida, o suicídio. 

   Ora! Sabemos que a vida é inesgotável porque vem de Deus e ser humano algum conseguirá a cessação dela, do ponto de vista espiritual. O corpo sim! A vestimenta física é apenas um conglomerado de componentes químicos, complexos, com marco inicial e final na existência. 

   E nós?  Por vezes na tentativa louca de desvencilhar-mo-nos dos obstáculos do caminho, dos desafios impostos pela necessidade de libertação,  optamos por abandonar o barco ao invés de reunir forças para superar a tempestade. Porém, abandonar o veículo em pleno movimento proporciona consequências gravíssimas, resultando em ferimentos de variadas formas.  

   Digamos "NÃO" ao suicídio! 

   Tenhamos a certeza de que não morremos e que o suicídio é um mecanismo desastroso que provoca em nós mais sofrimentos do que tranquilidade.

O texto abaixo foi extraído do Site Luz Espírita, ao qual vem abordar o tema com muita propriedade e nos dá a oportunidade de maior conhecimento sobre esse assunto. Clique no link em destaque acima e verifique outros textos associados. 


   Em um mundo onde predomina a valorização do TER em detrimento do SER, onde não há uma idéia bem definida do que esperar depois do fenômeno da morte, o caminho da autodestruição ou seja, do suicídio, parece não apenas aceitável como até mesmo lógico e solucionador, diante de uma perda considerada irreversível.

   Em outras culturas, como a dos japoneses, o suicídio é muitas vezes considerado um ato de bravura, como quando os kamikazes direcionaram seus aviões-bomba aos contratorpedeiros americanos em Pearl Harbor, ou um jovem adolescente que se suicida por não ter passado no teste para o 2º grau acreditando ter desonrado o nome e a tradição da sua família, postura essa adotada pela supervalorização da chamada honra que é, como sabemos, filha dileta do orgulho.

   O Espiritismo vem, então, esclarecer, trazer luz às reflexões sobre este ato infeliz, que certamente neste instante povoa a atmosfera mental de muitos dos que sofrem em nosso planeta. Basta um de seus Princípios Básicos para apaziguar e trazer um traço de esperança aos corações desamparados: a Pluralidade das Existências, a Reencarnação.

   Diante da certeza das vidas sucessivas, o Homem não tem mais o direito de cogitar sobre o impossível, o irreversível, o inatingível. O melhor sempre está por vir. As dificuldades instruem e passam, as virtudes se consolidam e ficam.

   No entanto, esta certeza não se adquire como quem decora um texto para um exercício escolar, ou ainda como quem recita uma oração cheia de palavras e vazia de sentimentos. Esta certeza é fruto do raciocínio e do estudo, da vigilância e da perseverança.

   A Doutrina dos Espíritos nos traz também a triste notícia daqueles nossos irmãos que pelos mais diversos motivos precipitaram seus processos desencarnatórios: histórias de dor e angústia muitas vezes maiores que as que tinham quando outrora encarnados. A consciência de si mesmo se descortina e esta nudez espiritual é motivo de grandes padecimentos. Diversos irmãos conservam ainda em seus corpos perispirituais as graves consequências dos seus atos violentos, que dificultarão deveras as suas próximas oportunidades no mundo material.

   Frente a estas verdades incontestes, vamos refletir sobre a nossa própria atitude mental, será que de vez em quando deixamos os nossos pensamentos percorrerem os caminhos da desesperança? Será que nossos comentários algumas vezes pessimistas e outras difamatórios não estão destruindo os sonhos de alguém carente de luz e esclarecimento? Será que a nossa tirania no dia-a-dia para com os desamparados da vida não os está empurrando cada vez mais para o abismo do suicídio?

Reflitamos nisso.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

VISÃO ESPÍRITA DA MORTE

Para entender a atitude dos espíritas diante da perda de entes queridos, é preciso entender a visão espírita da morte. O que é a morte para o espírita?

Em primeiro lugar, a destruição do corpo físico, que é um fenômeno comum a todos os seres biológicos. Segundo, a morte é um instante em meio a um caminho infinito. E em terceiro lugar, a morte é uma transição e não um ponto final.

Há que se considerar também que o espírito está permanentemente em processo de crescimento e renovação e a morte é a forma de forçar esta renovação, mudando ambientes e projetos de vida.

Esta visão um tanto pragmática e aparentemente fria da morte não exclui a existência de sentimentos e emoções, porque tanto quanto sentimos mais ou menos fortemente a separação geográfica entre duas pessoas e ansiamos por reencontrarmos aqueles que estão longe, assim também ansiamos por ter novamente conosco os que se foram.

Mesmo na vida física há separações que são traumáticas, longas e, às vezes, definitivas. Na morte, então, a saudade e a vontade de ter outra vez aquele que se foi é perfeitamente natural e compreensível, mas a certeza da retomada do afeto e de projetos comuns no futuro é profundamente consoladora e faz com que a esperança possa ser tranquila e confiante.
(...)

Fonte: Revista Cristã de Espiritismo

http://www.rcespiritismo.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=249&Itemid=25

 
   Tanto a mensagem acima quanto a que está abaixo, tem o objetivo de fazer com que reflitamos sobre a visão que o Espiritismo nos oferece ao fenômeno "morte". Para nós - espíritas - a vida no planeta é tão somente uma passagem pela escola terrena e uma oportunidade abençoada de provar que está caminhando na direção do Mestre Jesus a partir da reforma íntima, da responsabilidade perante a vida e do amor ao próximo. Por isso, a cada desencarnação de algum Companheiro de jornada terrena e profissional, como ocorreu agora com nosso irmão Ladelilson, precisamos refletir um pouco sobre a vida em seu sentido mais amplo, pois o espírito sobrevive a todas e a quaisquer intempéries das existências.  Rogamos a Deus que acolha o Amigo Ladelilson, amparando-o e consolando-o neste momento de transição de existência.

Paz para você Ladelilson!   
Jesus te abençoe sempre!

PORQUE DEVEMOS NOS CONFORMAR COM A MORTE

Muitas pessoas ficam até mesmo revoltadas quando fazem orações com muita fé pedindo pela saúde de um amigo ou parente e os pedidos não são atendidos. Na verdade se revoltar contra Deus quando perdemos um filho é um grande erro. E tudo se resolve quando mudamos a forma como vemos as coisas. Quando passamos a ver as coisas da forma correta.

A primeira coisa que precisamos entender é que nossos filhos não são nossos. Ter um filho significa receber de Deus a responsabilidade temporária de cuidar, amar e educar um ser que pertence a Deus.

Em segundo lugar precisamos entender que a verdadeira vida não é a vida terrena. A vida na Terra é uma situação transitória. Jesus falou sobre isto algumas vezes. A vida real, a felicidade real não pertence a este mundo. A vida na Terra é curta e transitória. A vida do nosso espirito é eterna. Todos nós estamos aqui cumprindo uma processo de aprendizagem que tem inicio, meio e fim. É como se matricular em uma escola sabendo que dentro de alguns anos terminaremos o curso e voltaremos para a nossa vida normal longe do universo escolar.

Em terceiro lugar precisamos entender que todos nós já nascemos e morremos inúmeras vezes. Em cada existência aprendemos alguma coisa de útil e subimos um degrau na escada que nos levará a pureza e perfeição do espirito. Esta não foi a única e não será a última existência do seu filho. Com certeza não é a primeira e nem a última vez que você verá seu filho pois vocês possuem toda a eternidade e inúmeras existências pela frente.

Na maioria das vezes morremos quando nossa missão nesta existência atual se encontra cumprida ou então quando sucumbimos a missão. Nos dois casos não existe mais razão para nossa permanência aqui. Deus felizmente nos poupa de viver desnecessariamente aprisionados dentro deste corpo material limitado sujeito a tantas dores e doenças. Vivemos até o momento em que nossa existência é útil para o nosso aprendizado ou para o aprendizado de terceiros. E assim que possível Deus nos liberta da vida da Terra e retornamos para a nossa verdadeira vida.

A dor que sentimos quando perdemos um parente é fruto de nossa falta de entendimento das coisas divinas. É fruto da educação que recebemos dentro da nossa sociedade. Dependendo da cultura e do povo a dor sentida em uma situação de morte pode ser maior, menor ou mesmo não existir. No máximo devemos sentir aquele mesmo sentimento de saudade que temos quando um parente nosso embarca em uma viagem que irá durar alguns anos. Precisamos ter a certeza que nossa existência é curta e em breve todos nós nos encontraremos inúmeras vezes.

Fonte: Blog Vida e Morte

http://www.vidaemorte.org/morte/porque-devemos-nos-conformar-com-a-morte.html

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domingo, 10 de outubro de 2010

A morte dói?

   Quando morre alguém, sentimo-nos todos tomados por um sentimento de perda e dor. É natural, gostamos da pessoa e desejamos que continue vivendo conosco. Mas, a morte é a única certeza da vida e está enquadrada nos acontecimentos normais da existência de todo mundo. A todo instante, partem jovens e velhos, sadios e enfermos...

   E muitos perguntam, talvez temerosos do momento em que também enfrentarão a circunstância e acerto de contas com D. Morte: ela dói? O que ensinam os espíritos a respeito?

   Em O Livro dos Espíritos, há um capítulo inteiro sobre o assunto: é o III, do livro segundo, com o título Retorno da vida corpórea à vida espiritual. As questões 149 a 165 esclarecem o assunto. Para não ficarmos em simples transcrição das respostas dadas pelos espíritos, fizemos breve resumo de forma didática para melhor entendimento do assunto. Mas remetemos o leitor à pesquisa direta às questões citadas.

  • No instante da morte, todo homem retorna ao mundo dos espíritos, pátria de origem;
  • Uma vez no chamado outro mundo, conserva plenamente sua individualidade;
  • A separação da alma e do corpo não é dolorosa. O corpo sofre mais durante a vida que no momento da morte;
  • A alma se liberta com o rompimento dos laços que a mantinham presa ao corpo;
  • A sensação que se experimenta no momento em que se reconhece no mundo dos espíritos depende do que fizeram em vida. Se foram bons, sentirão enorme alegria. Se foram maus, sentirão vergonha;
  • Normalmente reencontra aqueles que partiram antes, se já não reencarnaram;
  • A consciência de si mesmo vem aos poucos. Passa-se algum tempo de perturbação, convalescente, cujo tempo de duração depende da elevação de cada um;
   
   Compreender antes o assunto exerce grande influência sobre o tempo de perturbação, mas o que realmente alivia a perturbação são a prática do bem e a pureza de consciência.

   Indicamos ainda ao leitor, estudar o livro O Céu e o Inferno, também de Allan Kardec, onde há diversas descrições do momento da morte e do pós-morte, de espíritos nas mais variadas condições evolutivas. O livro Depois da Morte, de Léon Denis e Obreiros da Vida Eterna, de André Luiz/Chico Xavier também trazem muitas explicações sobre o interessante tema. 

   Há, também, uma série enumerável de livros de mensagens enviadas por desencarnados aos entes queridos que ficaram. Entre eles, o famoso Jovens no além, de 1975, recebido por Chico Xavier. O filme Joelma 23º andar, baseado no incêndio ocorrido em São Paulo, mostra bem a questão da continuidade da vida.

   Não tema a morte. Ela faz parte do processo evolutivo. Viva de maneira prudente, faça o bem que puder e quando soar seu momento, vá sem medo. Mas nunca a busque ou a precipite. Tudo tem seu momento na vida e todos temos algo a fazer num tempo programado. Para aqueles que foram antes, guarde a convicção de breve reencontro e ore pela felicidade deles. Eles receberão a mensagem de seu coração.

Orson Peter Carrara