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domingo, 10 de abril de 2011

Conversando sobre o suicídio II

Procurando aprofundar um pouco mais a temática sobre o "suicídio", estamos postando um vídeo do Programa Pinga Fogo (programa de entrevistas - 1971) em que Chico Xavier faz referência sobre o que acontece com os suicidas. Já o texto Suicídio e autocastigo foi retirado do Blog ESPÍRITA NA NET.


Chico Xavier já falava sobre o suicídio em 1971



       Deus  não  castiga o suicida, pois é o próprio suicida quem se castiga.  A noção do castigo divino é profundamente modificada pelo ensino espírita. Considerando-se que o Universo é uma estrutura de leis, uma dinâmica de ações e reações em cadeia, não podemos pensar em punições de tipo mitológico após a morte.   Mergulhado nessa rede de causas e efeitos, mas dotado do livre arbítrio que a razão lhe confere, o homem é semelhante ao nadador que enfrenta o fatalismo das correntes de água, dispondo de meios para dominá-las.
   Ninguém é levado na corrente da vida pela força exclusiva das circunstâncias. A consciência humana é soberana e dispõe da razão e da vontade para controlar-se e dirigir-se. Além disso, o homem está sempre amparado pelas forças espirituais que governam o fluxo das coisas. Daí a recomendação de Jesus: “Orai e vigiai”. A oração é o pensamento elevado aos planos superiores – a ligação do escafandrista da carne com os seus companheiros da superfície – e a vigilância é o controle das circunstâncias que ele deve exercer no mergulho material da existência.

     O suicida é o nadador apavorado que se atira contra o rochedo ou se abandona à voragem das águas, renunciando ao seu dever de vencerias pela força dos seus braços e o poder da sua coragem, sob a proteção espiritual de que todos dispomos.

     A vida material é um exercício para o desenvolvimento dos poderes do espírito. Quem abandona o exercício por vontade própria está renunciando ao seu desenvolvimento e sofre as consequências naturais dessa opção negativa. Nova oportunidade lhe será concedida, mas já então ao peso do fracasso anterior.

     Cornélio Pires, o poeta caipira de Tietê, responde à pergunta do amigo através de exemplos concretos que falam mais do que os argumentos. Cada uma de nossas ações provoca uma real, o da vida. A arte de viver consiste no controle das nossas ações (mentais, emocionais ou físicas) de maneira que nós mesmos nos castigamos ou nos premiamos. Mas mesmo no autocastigo não somos abandonados por Deus que vela por nós em nossa consciência.



(Irmão Saulo)

Texto retirado do livro “Astronautas do Além”,

de Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires - Espíritos diversos.

Confira outros tópicos clicando aqui:

CONVERSANDO SOBRE SUICÍDIO

JUSTIÇA DAS AFLIÇÕES

NATUREZA DAS PENAS E GOZOS FUTUROS

VISÃO ESPÍRITA DA MORTE

A MORTE DÓI?







quarta-feira, 6 de abril de 2011

Conversando sobre suicídio

   O filme "As mães de Chico Xavier" nos chama a atenção para algumas situações que tem como conclusão a morte do corpo físico. Contudo, nos alerta sobre uma prática covarde de tentativa de aniquilamento da própria vida, o suicídio. 

   Ora! Sabemos que a vida é inesgotável porque vem de Deus e ser humano algum conseguirá a cessação dela, do ponto de vista espiritual. O corpo sim! A vestimenta física é apenas um conglomerado de componentes químicos, complexos, com marco inicial e final na existência. 

   E nós?  Por vezes na tentativa louca de desvencilhar-mo-nos dos obstáculos do caminho, dos desafios impostos pela necessidade de libertação,  optamos por abandonar o barco ao invés de reunir forças para superar a tempestade. Porém, abandonar o veículo em pleno movimento proporciona consequências gravíssimas, resultando em ferimentos de variadas formas.  

   Digamos "NÃO" ao suicídio! 

   Tenhamos a certeza de que não morremos e que o suicídio é um mecanismo desastroso que provoca em nós mais sofrimentos do que tranquilidade.

O texto abaixo foi extraído do Site Luz Espírita, ao qual vem abordar o tema com muita propriedade e nos dá a oportunidade de maior conhecimento sobre esse assunto. Clique no link em destaque acima e verifique outros textos associados. 


   Em um mundo onde predomina a valorização do TER em detrimento do SER, onde não há uma idéia bem definida do que esperar depois do fenômeno da morte, o caminho da autodestruição ou seja, do suicídio, parece não apenas aceitável como até mesmo lógico e solucionador, diante de uma perda considerada irreversível.

   Em outras culturas, como a dos japoneses, o suicídio é muitas vezes considerado um ato de bravura, como quando os kamikazes direcionaram seus aviões-bomba aos contratorpedeiros americanos em Pearl Harbor, ou um jovem adolescente que se suicida por não ter passado no teste para o 2º grau acreditando ter desonrado o nome e a tradição da sua família, postura essa adotada pela supervalorização da chamada honra que é, como sabemos, filha dileta do orgulho.

   O Espiritismo vem, então, esclarecer, trazer luz às reflexões sobre este ato infeliz, que certamente neste instante povoa a atmosfera mental de muitos dos que sofrem em nosso planeta. Basta um de seus Princípios Básicos para apaziguar e trazer um traço de esperança aos corações desamparados: a Pluralidade das Existências, a Reencarnação.

   Diante da certeza das vidas sucessivas, o Homem não tem mais o direito de cogitar sobre o impossível, o irreversível, o inatingível. O melhor sempre está por vir. As dificuldades instruem e passam, as virtudes se consolidam e ficam.

   No entanto, esta certeza não se adquire como quem decora um texto para um exercício escolar, ou ainda como quem recita uma oração cheia de palavras e vazia de sentimentos. Esta certeza é fruto do raciocínio e do estudo, da vigilância e da perseverança.

   A Doutrina dos Espíritos nos traz também a triste notícia daqueles nossos irmãos que pelos mais diversos motivos precipitaram seus processos desencarnatórios: histórias de dor e angústia muitas vezes maiores que as que tinham quando outrora encarnados. A consciência de si mesmo se descortina e esta nudez espiritual é motivo de grandes padecimentos. Diversos irmãos conservam ainda em seus corpos perispirituais as graves consequências dos seus atos violentos, que dificultarão deveras as suas próximas oportunidades no mundo material.

   Frente a estas verdades incontestes, vamos refletir sobre a nossa própria atitude mental, será que de vez em quando deixamos os nossos pensamentos percorrerem os caminhos da desesperança? Será que nossos comentários algumas vezes pessimistas e outras difamatórios não estão destruindo os sonhos de alguém carente de luz e esclarecimento? Será que a nossa tirania no dia-a-dia para com os desamparados da vida não os está empurrando cada vez mais para o abismo do suicídio?

Reflitamos nisso.