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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Morte e Renovação


Por mais que passe o tempo, não se há mudado a disposição dos que vêem partir para o além os seus afetos queridos.

A alma humana prossegue amedrontada e insegura diante da morte, quando esta, em realidade, representa tão-somente o afastamento do corpo carnal, jamais a extinção da vida.

Desencarnar é ter a chance de renovar posições filosóficas, pensamentos e culturas. Representa o ensejo de alterar posturas e concepções, de modificar crenças e de iluminar o coração, uma vez que ninguém se torna santo, embora as homenagens e as palavras de emoção e de dor, por parte de quem derrama pranto, no difícil momento da despedida.

Na desencarnação, cada qual leva consigo o bem e o mal que tenha feito, vida afora.

As alegrias e as dores que espalhou, a presença mental dos amigos e o amargor das inimizades, toda a paz que haja semeado ou as guerras que haja incrementado, tudo isso contribui para a ventura ou desventura do espírito liberto.

Guardando a certeza de que ninguém morre, essencialmente, confia no Senhor da Vida, que tudo no mundo inspira, que tudo pode, e a Ele entrega, pelos fios do coração, os teus afeiçoados, os teus amores, admitindo que se acham amparados pelo divino amor, de um modo ou de outro.

Mais cedo ou mais tarde, quando refeitos das consequências imediatas do passamento, os teus seres amados rogarão ao Grande Pai por ti, e seguirão, na rota do progresso, marcados por todas as realizações deixadas sobre o mundo, e aguardarão que tu mesmo retornes, quando chegue o teu dia.

Entre alegrias, ternuras e emoções, esperarão que, igualmente, te libertes do corpo físico, após uma nobre vida com grandeza d'alma, com esforços pelo bem e testemunhos de amor, a fim de que se estreitem no halo de um abraço, cheios de intensa ventura, nos círculos da luz.

Ivan de Albuquerque
(Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 02 de junho de 2003, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ.)

domingo, 28 de março de 2010

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER



Irmãos!
No dia 02 de abril deste ano, se o nosso Chico Xavier estivesse ainda encarnado entre nós, como companheiro de jornada terrena, estaria completando 100 aninhos de vida física. Porém, neste mesmo dia 02 de abril será veiculado nos melhores cinemas da cidade o filme “Chico Xavier”(Assista ao trailer no final desta mensagem), um trabalho audiovisual que nos dará a oportunidade de conhecer quem foi este ícone do Espiritismo no Brasil, ao mesmo tempo que reconhece a sua elevada condição de servidor do cristianismo no país e no mundo.

Francisco Cândido Xavier nascido como Francisco de Paula Cândido mais conhecido popularmente por Chico Xavier, notabilizou-se como médium e célebre divulgador do Espiritismo no Brasil.

Nascido em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte, era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier. Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Passa então a estudar e a desenvolver sua mediunidade que, como relata em nota no livro Parnaso de Além-Túmulo (primeiro livro escrito pelo médium, publicado em 1932), somente ganhou maior clareza em finais de 1931. O seu nome de batismo Francisco de Paula Cândido foi dado em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, substituido pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que rompeu com o catolicismo e escreveu seus primeiros livros e mudado oficialmente em abril 1966, quando da segunda viagem de Chico aos Estados Unidos.

Segundo biógrafos, a mediunidade de Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade, quando ele respondeu ao pai sobre ciências, durante conversa com uma senhora sobre gravidez. Ele dizia ver (clarividência) e ouvir (clariaudiência) os espíritos ao mesmo tempo conversava com eles. Aos 5 anos conversava com a mãe, já desencarnada. Na casa da madrinha, foi muito maltratado, chegando a levar garfadas na barriga. Aos sete anos de idade, saiu da casa da madrinha para voltar a morar com o pai, já casado outra vez. Ele, para ajudar nas despesas da casa trabalhava e estudava em escola pública. Por conseqüência, dormia apenas sete horas por dia.

Chico Xavier psicografou 412 livros. Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de 20 milhões de exemplares. Cedeu os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.

Chico Xavier faleceu aos 92 anos de idade em decorrência de parada cardíaca. Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com seu passamento. O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol de 2002 no dia de seu falecimento. Chico foi eleito o mineiro do século XX, seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek.

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