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sábado, 7 de novembro de 2009

Honrando nossos mortos

Conta-se que um homem colocava flores sobre o túmulo de um parente, quando viu outro homem colocar um prato de arroz na lápide ao lado.

De forma desdenhosa, lhe perguntou:

O senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?

Mais do que depressa, respondeu o interpelado:

Certeza absoluta. No mesmo momento em que o seu vier cheirar as flores.

O diálogo parece agressivo. Mas o que ressalta é a falta de respeito que temos uns para com a forma de pensar e agir dos outros.

Estamos sempre prontos a criticar, sem nos darmos conta de quantas vezes não estaremos nós sendo tolos em algumas das nossas atitudes.

Criticamos o vizinho porque coloca alimentos sobre o túmulo, pois guardamos a certeza de que, aquele que adentrou a aduana da morte, não virá se servir deles.

No entanto, não atentamos que nós mesmos estamos acendendo velas e oferecendo flores.
Seria de nos indagarmos: cera queimada iluminará o caminho da consciência de quem se encontra na Espiritualidade?

O perfume das flores que deixamos sobre o túmulo alcançará a alma onde se encontre, dizendo-lhe que a recordamos?

Também mostramos a nossa ignorância quanto a culturas diferentes da nossa.
Por que uns colocam alimentos sobre os túmulos, enquanto outros acendem velas e oferecem flores?

Por que alguns vão ao túmulo para orar pelos seus mortos, por vezes, vindo de muito longe para assim os homenagear?

Por que outros tantos não comparecem aos cemitérios senão para providenciar os cuidados devidos com o túmulo e oram em suas casas, em seus templos?

Por que uns honram a morte e outros cantam a Imortalidade?

Isso ocorre porque os homens, na Terra, nos encontramos em estágios evolutivos bem diferentes uns dos outros.

Alguns de nós ainda trazemos o atavismo de eras passadas, quando os antigos entendiam que deviam aos mortos todos os cuidados de quando estavam sobre a Terra.

Por isso, os alimentavam periodicamente, levando guloseimas e bebidas aos seus túmulos, que tinham lugares próprios para isso.

Alguns, libertos desse costume, honramos a morte com outros atavios.

Finalmente, outros de nós, tendo ouvido a voz do Pastor da Galiléia, que ressurgiu da morte, atestando da Imortalidade do Espírito, entendemos que quem morre, prossegue vivo e atuante.

Aprendemos que o Espírito sopra onde quer, como disse Jesus, e assim compreendemos que não se faz imperioso ir aos cemitérios para dialogar com nossos mortos.

O diálogo acontece pelo pensamento, e os fios sublimes da oração são o melhor intercâmbio.

Qual a escada bíblica de Jacó, onde os anjos subiam e desciam dos céus à Terra, enviamos as nossas vibrações de saudade, nossos abraços espirituais, recordando-os, nas imagens vivas da nossa mente.

E, tranquilos, com eles nos encontramos, enquanto o sono físico nos recupera as forças.

Vamos ao seu encontro, arrefecemos um pouco a grande noite da saudade e formulamos votos de logo mais nos reencontrarmos, outra vez, na Espiritualidade.

Tudo reside no entendimento de cada um.

Por isso, respeitemos as manifestações diversas das nossas quanto à morte.

Mas, de nossa parte, continuemos a dar mostras de que somos os discípulos do Mestre da Imortalidade, Jesus Cristo, que nos legou uma tumba vazia, a fim de que O recordássemos sempre glorioso, na ressurreição do Espírito imortal.

Redação do Momento Espírita. (30.10.2009)
http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2409&stat=0

Neste mês de novembro, mês que celebra-se o dia de finados (02), gostaríamos de fazer e levá-los a uma reflexão sobre a morte e o porquê das nossas condutas culturais face a esta questão.


Clique abaixo e confira também!

VISÃO ESPÍRITA DA MORTE

A MORTE DÓI?

MORTE E RENOVAÇÃO

NA ESFERA DO REAJUSTE

NATUREZA DAS PENAS E GOZOS FUTUROS

domingo, 27 de setembro de 2009

Biografia de Chico Xavier

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
                              Chico Xavier
Francisco Cândido Xavier (Pedro Leopoldo, 2 de abril de 1910 — Uberaba, 30 de junho de 2002), nascido como Francisco de Paula Cândido mais conhecido popularmente por Chico Xavier, notabilizou-se como médium e célebre divulgador do Espiritismo no Brasil.

Nascido em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte, era filho de Maria João de Deus e João Cândido Xavier. Educado na fé católica, Chico teve seu primeiro contato com a Doutrina Espírita em 1927, após fenômeno obsessivo verificado com uma de suas irmãs. Passa então a estudar e a desenvolver sua mediunidade que, como relata em nota no livro Parnaso de Além-Túmulo, somente ganhou maior clareza em finais de 1931. O seu nome de batismo Franciso de Paula Cândido foi dado em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, substituido pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que rompeu com o catolicismo e escreveu seus primeiros livros e mudado oficialmente em abril 1966, quando da segunda viagem de Chico aos Estados Unidos.

Segundo biógrafos, a mediunidade de Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade,quando ele respondeu ao pai sobre ciências, durante conversa com uma senhora sobre gravidez. Ele dizia ver (clarividência) e ouvir (clariaudiência) os espíritos e conversava com eles. Aos 5 anos conversava com a mãe, já desencarnada. Na casa da madrinha, foi muito maltratado, chegando a levar garfadas na barriga. Aos sete anos de idade, saiu da casa da madrinha para voltar a morar com o pai, já casado outra vez. Ele, para ajudar nas despesas da casa trabalhava e estudava em escola pública. Por conseqüência, dormia apenas sete horas por dia.

Chico Xavier psicografou quatrocentos e doze livros. Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam. Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros. Vendeu mais de 20 milhões de exemplares. Cedeu os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.
Suas obras são publicadas pelo Centro Espírita União, Casa Editora O Clarim, Edicel, Federação Espírita Brasileira, Federação Espírita do Estado de São Paulo, Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Fundação Marieta Gaio, Grupo Espírita Emmanuel s/c Editora, Comunhão Espírita Cristã, Instituto de Difusão Espírita, Instituto de Divulgação Espírita André Luiz, Livraria Allan Kardec Editora, Editora Pensamento e União Espírita Mineira.
Seu primeiro livro, Parnaso de Além-Túmulo, com 256 poemas atribuídos a poetas mortos, entre eles os portugueses João de Deus, Antero de Quental e Guerra Junqueiro, e os brasileiros Olavo Bilac, Cruz e Sousa e Augusto dos Anjos, foi publicado pela primeira vez em 1932. O livro causou muita polêmica nos círculos literários da época. O de maior tiragem foi Nosso Lar, com cerca de milhão e trezentas mil cópias vendidas, atribuído ao espírito André Luiz, primeiro volume da coleção de 17 obras, todas psicografadas por Chico Xavier, algumas delas em parceria com o médico mineiro Waldo Vieira.
Uma de suas psicografias mais famosas, e que teve repercussão mundial, foi a do caso de Goiânia em que José Divino Nunes, acusado de matar o melhor amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz que aceitou como prova válida (entre outras que também foram apresentadas pela defesa) um depoimento da própria vítima, já falecida, através de texto psicografado por Chico Xavier. O caso aconteceu em outubro de 1979, na cidade de Goiânia, Goiás. Assim, o presumido espírito de "Maurício" teria inocentado o amigo dizendo que tudo não teria passado de um acidente.

Chico Xavier faleceu aos 92 anos de idade em decorrência de parada cardíaca. Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com seu passamento. O país festejava a conquista da Copa do Mundo de futebol de 2002 no dia de seu falecimento. Chico foi eleito o mineiro do século XX, seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek. Recentemente, iniciou-se a construção de um centro em sua homenagem.

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FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

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